Pequeno Milagre: projeto social ajuda no acolhimento de autistas em Criciúma
Criciúma
Criada em 2019, instituição atende cerca de 42 crianças e adolescentes

Quando o filho Lucas Machado de Oliveira foi diagnosticado com Síndrome de Asperger aos três anos, Shirlei Machado de Oliveira foi incentivada a iniciar um projeto social, em Criciúma. Depois de um período de formações e estudos, em 2019, com o apoio de familiares, a neuropsicopedagoga fundou a Organização Social Civil (OSC) Pequeno Milagre, que tem a finalidade de desenvolver as habilidades de pessoas diagnosticadas com autismo nível um.
Com atendimentos individuais de segunda a sexta-feira e atividades coletivas aos sábados, o projeto atende, ao todo, 42 pessoas com a faixa etária entre três e 17 anos. Além de Shirlei, os atendimentos contam com a ajuda do marido Beto Machado e da mãe Ivanir de Oliveira, além do apoio dos filhos e de três voluntários.
“Na época do diagnóstico, a Síndrome de Asperger ainda era pouco conhecida. Nosso neurologista disse que tínhamos recebido um ‘presente de Deus’ e que precisaríamos adquirir conhecimentos para ajudá-lo no seu desenvolvimento. Como mãe, comecei a ir atrás de respostas e, quando consegui me capacitar, fui estimulada a criar o projeto ‘Pequeno Milagre’”, contou.


Trajetória em Criciúma
Formada em Pedagogia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) com especializações em Educação Especial, Gestão Escolar e Neuropsicopedagogia, a criciumense trabalha como educadora na Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina no período da manhã. No contraturno, se dedica exclusivamente aos atendimentos na OSC.
“Nossa principal finalidade é desenvolver as habilidades que as crianças e adolescentes diagnosticadas com autismo possuem. Nos dedicamos ao máximo para que todas se sintam acolhidas e que consigam desenvolver todo seu potencial. Como no dia a dia eles não costumam vivenciar um convívio familiar, proporcionamos momentos e experiências únicas”, disse Shirlei.
Em Criciúma, o projeto ‘Pequeno Milagre’ completa quatro anos de fundação na próxima terça-feira, dia 18. A data será comemorada com o retorno das atividades e com a inauguração da nova sede da instituição, que ficará localizada na avenida dos Imigrantes, no bairro Rio Maina. Os interessados em matricular os filhos podem encontrar em contato pelo número (48) 99818-7418.
Acolhimento
Para que todos se sintam acolhidos, as crianças e adolescentes são livres para escolherem as atividades que se identificam. As habilidades são desenvolvidas com atividades de musicalização, terapia, robótica, informática e Educação Física. “Cerca de 90% do nosso público é filho de mães solteiras. Com essas atividades queremos proporcionar um processo de interação social e estimular o lado cognitivo e emocional de cada um”, explicou a neuropsicopedagoga.
Todas as atividades desenvolvidas são gratuitas. Porém, conforme Machado, responsável pelo marketing do projeto social, a instituição beneficente precisa de doações para manter os atendimentos. A ajuda também contribuirá para a compra de materiais pedagógicos, execução de testes, atendimentos mais completos e manter os gastos da estrutura.

“Só temos que agradecer a Deus e o sentimento é de gratidão. Temos nossos momentos difíceis, mas as pessoas diagnosticadas com autismo não devem ser desclassificadas por ninguém. Pedimos de coração que as pessoas nos ajudem, pois temos certeza que ainda vamos muito longe com nossas atividades”, concluiu.
Além de Criciúma, o Projeto Pequeno Milagre também atende crianças e adolescentes de Cocal do Sul e Forquilhinha. O Instagram do projeto social pode ser acessado clicando aqui.



