Plenária discutirá reconstrução da saúde do trabalhador em Criciúma
Avançando
Conselho e Secretaria de Saúde promovem debates para definir propostas do novo plano

Nesta quinta-feira, dia 6, o Conselho Municipal de Saúde de Criciúma promove um novo encontro para dar continuidade na discussão das propostas para o plano de saúde dos próximos quatro anos. Dessa vez o tema será sobre a saúde do trabalhador.
O encontro contará com a participação de trabalhadores, sindicatos, associações e representantes do conselho. "Nossa intenção é recriar a saúde do trabalhador que foi destruída na gestão anterior. O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) perdeu seu espaço, o atendimento especializado deixou de existir, e agora, vamos usar as propostas já tiradas na conferência de saúde do trabalhador, que ocorreu em março deste ano, juntamente com as propostas dos sindicatos e entidades que estiverem presentes para fazermos essa reconstrução", afirmou o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Criciúma, Júlio Zavadil.
Na conferência, já foram levantadas as seguintes propostas:
- Espaço específico para atendimento da saúde do trabalhador e da trabalhadora com profissional preparado para atendimento;
- Fiscalização onde haja a participação dos sindicatos juntamente com a Vigilância Sanitária;
- Sistema específico de informações para a saúde do trabalhador e trabalhadora que apresente informações estatísticas e epidemiológicas do que adoece o trabalhador e trabalhadora;
- Ferramentas institucionais para evitar o assedio moral no ambiente de trabalho;
- Atendimento para os problemas mentais relacionados ao trabalho.
O presidente explicou que o governo municipal apresenta o plano de saúde sempre no segundo ano de cada gestão, com vigência até o primeiro ano da administração seguinte. “Essas políticas têm que apresentar soluções, ações, assistência, prevenção em todas as áreas de saúde. Por isso, o conselho em parceria com a Secretaria de Saúde está fazendo plenárias com temas específicos como saúde do trabalhador, esclerose lateral amiotrófica, autismo, diabetes, fibromialgia, saúde animal e doença celíaca para que escutemos os portadores e possamos basear as propostas de saúde na real necessidade daqueles que estão na ponta e sendo prejudicados”, detalhou Zavadil.
Após serem apresentadas e aprovadas pelo Conselho, as propostas devem passar pela Câmara de Vereadores de Criciúma e serem colocadas em prática a partir de janeiro de 2026. “Aquilo que for aprovado nestas plenárias e posteriormente no plano de saúde é responsabilidade do gestor colocar em prática sob o risco de cometer ato de improbidade administrativa”, pontuou o presidente do conselho.



