PM de Santa Catarina tem projeto para instalar escola militar em Criciúma
Educação
Assunto foi tema de reunião entre o comandantes regionais e prefeito

O Governo de Santa Catarina autorizou o comando-geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) a encaminhar a instalação de seis novas escolas militares no Estado. Uma delas deverá ser implantada na região Sul, no município de Criciúma. O assunto foi tratado pelo comandante do 6º Comando Regional de Polícia Militar (6ºCRPM), coronel Vilson Schlickmann Sperfeld, com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. O comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma (9º BPM), tenente-coronel Mário Luiz, também participou do encontro.
A intenção da PMSC é formar buscar uma parceria com os municípios. Na conversa, Sperfeld informou prefeito que o desejo do Estado é utilizar a estrutura de uma escola municipal que não esteja sendo utilizada para instalar a escola militar. Salvaro e o secretário de Educação de Criciúma, Celito Cardoso, se comprometeram em fazer um levantamento de quais escolas poderiam receber o novo modelo de ensino.
“É importante deixar claro que não queremos desativar nenhuma escola. Por isso pedimos ao prefeito uma estrutura que não esteja sendo utilizada. O município também ficaria responsável em fazer as reformas e melhorias no local se houver necessidade e depois o Estado passa a administrar o espaço com um modelo de escola militar”, detalhou o comandante do 6º CRPM.
Início com 120 alunos
Caso o modelo seja implantado em Criciúma, o objetivo da PMSC é iniciar as atividades com alunos do 6º e 7º ano do ensino fundamental. Serão duas turmas de cada ano, com 30 alunos cada, nos períodos matutino e vespertino, totalizando 120 estudantes.
“Temos a experiência de outras unidades de Santa Catarina que o número de matrículas nas escolas militares é sempre maior do que a quantidade de vagas. Por isso, a escolha dos alunos será feita por meio de sorteio. Podem se matricular todo e qualquer aluno, seja ele filho de militar ou não”, explicou o coronel.
Depois de selecionado o local onde será a escola militar, o modelo deverá ser submetido ao Conselho Estadual de Educação. Com o credenciamento, inicia-se o processo de contratação de professores pelo período de um ano. Diferente de uma escola cívico-militar, onde militares apenas auxiliam a diretoria da unidade, em uma escola militar, toda a gestão é feita pelos policiais.
“A parte didática continua sendo feita por professores. Eles podem se candidatar às vagas sendo militares ou não. Eles não farão parte do quadro de professores concursados das escolas públicas do Estado. Apenas terão um contrato que será anual”, acrescentou Sperfeld.
Fila de espera em unidade de Laguna
Em Santa Catarina, já há escolas militares funcionando em Florianópolis, Laguna, Lages, Blumenau e Joinville. Durante o tempo em que comandou o batalhão da Polícia Militar em Tubarão, o coronel Vilson Schlickmann Sperfeld conheceu o funcionamento da unidade da escola miliar de Laguna.
“Lá, todos os anos, tem fila de espera para as vagas. Em Criciúma temo a expectativa que seja da mesma forma, caso o planejamento de instalar uma escola militar aqui dê certo. Por conta de todas as etapas que precisam ser vencida até colocar a unidade em prática, acreditamos que seja um projeto para 2025”, disse o comandante.
Além de Criciúma, o Governo de Santa Catarina projeta a implantação de escolas militares nos próximos anos em Camboriú, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba e Chapecó.



