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Após enxurrada

Ponte sobre o Rio Sangão, na Jorge Lacerda, receberá inspeção da Defesa Civil

Avaliação servirá para valiar possíveis danos causados pela enchente da última sexta

Por Thiago Hockmüller

3 min de leitura

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Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus

A ponte sobre o Rio Sangão, localizada na rodovia Jorge Lacerda e que é o principal acesso do bairro Sangão ao Centro de Criciúma, será inspecionada pela Defesa Civil. Ainda nesta quarta-feira, dia 29, o coordenador regional da Defesa Civil, Rosinei da Silveira, discutirá o assunto com o coordenador municipal, Dione Borba, para definir detalhes desta inspeção.

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Na última sexta-feira, o nível do rio ficou acima da ponte e alagou boa parte do bairro Sangão, sobretudo os pontos mais próximos da margem. A avaliação servirá para identificar possíveis danos da enchente na estrutura da ponte, que comporta um tráfego intenso de caminhões, carretas e ônibus. “É preciso avaliar, vou observar o que as enxurradas estão provocando ali na região. Caso exista um risco potencial para danos, até de quebradeira da ponte, aciono o geólogo e a equipe do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) para uma avaliação final e técnica. E se for o caso, a reconstrução da ponte”, explica o coordenador regional da Defesa Civil.

Nessa terça, o Portal Engeplus esteve no bairro Sangão e ouviu moradores sobre a enchente e também registrou um deslizamento da margem do rio bem próximo à ponte. Segundo Rosinei da Silveira, quando uma obra é projetada são avaliadas as condições e o histórico do ambiente onde será inserida. “Risco grande (de danificar) não, mas existe risco sim. Quando uma obra de engenharia é executada e projetada, leva-se em consideração as condições daquele momento do projeto e alguns históricos da dinâmica da bacia. Essa obra, hoje, está sob influência do intenso tráfego que aumentou durante os anos e das mudanças climáticas que estão produzindo cada vez mais chuvas intensas e enxurradas ali naquele local”, explica.

Valmir Manoel João, 49 anos, é proprietário de uma borracharia que fica nas proximidades da ponte e praticamente ao lado do Rio Sangão. A água esteve próxima de invadir a borracharia. “A ponte estava debaixo d’agua, não passava caminhão, carreta, nada. O vizinho ficou debaixo d’água com carro e tudo. A água subiu bem mais (que o nível da ponte). Teve vizinhos que coloquei dormir aqui dentro. Foi feio”, recorda.

Daniel Colonetti, 49 anos de idade, mora no Sangão há 26 anos. Já passou por outras enchentes e não recorda a última vez que a ponte foi inspecionada. “Não lembro de terem feito manutenção ou ver a estrutura da ponte. Nós aqui é como se fosse o fundo da bacia. A água de toda a região ao redor do bairro corre para cá e daqui vai para o Verdinho. Aqui é onde a água acumúla. Não precisa estar chovendo para dar enchente aqui, se encher o Centro de Criciúma vai dar enchente aqui. A Prefeitura deveria dar incentivo e atenção para esse bairro”, relata.

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A estimativa realizada pela Secretaria de Assistência Social é que cerca de 25 famílias do bairro necessitam de ajuda imediata, com doações de alimentos, materiais de limpeza e higiene. Para quem quiser contribuir com os moradores, pode-se entrar em contato com o presidente da Associação dos Moradores, Diego Selau, pelo telefone (48) 99133-6565.

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