Prefeito de Criciúma prepara lei para exigir câmeras em ferros-velhos após Operação Fio Desencapado
Ideia para o futuro
A ação resultou em três prisões e 31 estabelecimentos fiscalizados

Após a Operação Fio Desencapado, realizada nessa quinta-feira, dia 27, e que resultou em três prisões e na fiscalização de 31 estabelecimentos, o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, afirmou que o município já trabalha na elaboração de uma legislação para reforçar o monitoramento em ferros-velhos e outros estabelecimentos.
Segundo o prefeito, a proposta prevê a instalação obrigatória de câmeras de segurança na entrada de cada estabelecimento, com os custos arcados pelo próprio proprietário. “O que nós estamos trabalhando numa legislação, em conjunto com a Polícia Militar, é da possibilidade de termos câmeras na frente de cada estabelecimento desse. Porém, a câmera, quem vai pagar, quem vai instalar, será o dono do próprio local. Só que ele precisa compartilhar essas imagens com as forças de segurança”, explicou.
Espindola destacou que medidas semelhantes já estão em vigor em outros municípios e que o governo municipal está analisando os detalhes jurídicos para evitar questionamentos. “Nós já estamos analisando isso, cuidando só da questão da ordem técnica e jurídica, para não ter nenhum revés. Vamos encaminhar esse projeto de lei para a Câmara de Vereadores. Se não der tempo esse ano, vamos encaminhar quanto antes, no início do próximo ano”, garantiu.
A intenção, segundo o prefeito, é permitir o acompanhamento em tempo real de movimentações suspeitas, sobretudo fora do horário comercial. “Teremos a possibilidade de ter em tempo real todo aquele que chega, principalmente em horários que o comércio regularmente não trabalha, e que está ali levando algum objeto de furto”, comentou.
Espindola também esclareceu que, apesar das irregularidades apontadas pela fiscalização, nenhum ferro-velho foi fechado durante a operação. No entanto, reforçou que o prejuízo causado pelos crimes de furto de fiação tem impacto direto na segurança e nos serviços públicos.
Ele citou como exemplo recente o caso do centro comunitário do bairro Pinheirinho. “Antes da inauguração, nós tivemos o furto de toda a parte de energia — energia que ainda nem tinha chegado dentro do Centro Comunitário”, lembrou.
A proposta deve ser uma das medidas complementares às operações de combate à receptação de fios e materiais metálicos no município.



