Prefeito de Forquilhinha afirma que desassoreamento do rio Sangão avançou, mas cobra continuidade regional
AMREC
Neguinho garante que já dessassoreou 12 quilômetros

O prefeito de Forquilhinha, José Claudio Gonçalves, o Neguinho (PSD), afirmou, na manhã desta quinta-feira, dia 9, que o desassoreamento do rio Sangão já avançou no município, com 12 quilômetros concluídos, mas destacou que a continuidade da obra depende da adesão de cidades vizinhas.
“O rio Sangão nasce em Siderópolis e vem vindo, e ele está totalmente ainda assoreado até onde deságua no rio Mãe Luzia. Nós já desassoreamos 12 quilômetros, mas são 24 quilômetros até a foz no Rio Araranguá”, destacou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
Neguinho ressaltou que as intervenções seguem em etapas e que a prefeitura pretende concluir mais uma fase do projeto. “É um trabalho contínuo. Da minha parte, vou concluir a quinta etapa. Já fizemos a primeira, segunda, terceira e a quarta, e agora vamos concluir a quinta. Espero que Criciúma e Maracajá assumam os demais quilômetros”, completou.
O prefeito enfatizou ainda o volume de material retirado do leito do rio. “Já retiramos mais de 300 mil metros cúbicos de material. É muito assoreamento, por isso é um trabalho que precisa ser feito de forma contínua”, frisou.
Além do desassoreamento, Neguinho destacou ações voltadas à despoluição do rio Mãe Luzia, consideradas estratégicas para o futuro hídrico da região. “Estamos em um trabalho regional que muitas pessoas não acreditavam, que é a despoluição do rio Mãe Luzia. Iniciei esse processo por meio do consórcio, através da Isotedes, que é uma zona territorial estratégica para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
“Nós já estamos monitorando e desenvolvendo ações que resultaram na despoluição de 25 quilômetros do rio Mãe Luzia. Conseguimos, por meio de um termo de compensação, a instalação de uma usina de tratamento de resíduos. Pensamos em dez usinas dessas e já temos uma para iniciar”, revelou. Outras medidas em estudo incluem a instalação de ilhas flutuantes para auxiliar na recuperação ambiental do rio. “Acredito que, antes de 2040, o rio Mãe Luzia estará despoluído e apto para consumo”, completou.
O prefeito também alertou para a necessidade de novas fontes de abastecimento de água na região sul catarinense. “O rio São Bento não vai ter condições de abastecer a barragem por muito tempo. Precisamos de uma alternativa hídrica, e a grande alternativa é a despoluição e recuperação do rio Mãe Luzia”, finalizou.



