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Prefeito rebate manifestação no Pinheirinho e defende debate sobre segurança em Criciúma

Protesto

Vagner Espindola falou sobre o protesto que ocorrerá na região na noite de hoje

Por Rafaela Custódio31 de março de 2026 3 min de leitura
Jessica Rosso Crepaldi/Portal Engeplus/Arquivo

Moradores e comerciantes farão uma manifestação na noite desta terça-feira, dia 31, às 18h30, na Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho, em Criciúma. O foco da ação é reforçar as reclamações sobre a frequência de furtos de fios e também sobre a presença de usuários de drogas que circulam pela localidade, frequentando comércios e espaços públicos.

Em entrevista ao Portal Engeplus, o prefeito Vagner Espíndola afirmou respeitar a manifestação, mas destacou que o debate precisa ser ampliado. “Sou um prefeito democrático, respeito todas as formas de manifestação, não há problema nenhum com relação a isso. Só acho que a gente precisa discutir e ampliar um pouco mais esse debate. Vamos falar de temas sensíveis, que atingem outras esferas, como, por exemplo, a segurança pública. Quando estive com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, pedi para que Criciúma tenha o mesmo tratamento dado a outras cidades, onde as polícias, de forma investigativa, trabalham de maneira mais eficiente para prender principalmente traficantes e manter presos aqueles que receptam produtos furtados”, ressaltou.

Para o prefeito, o governo municipal e a Polícia Militar (PM) vêm realizando um trabalho importante no dia a dia. “Aquele que diz que o governo ou a Polícia Militar está ausente do bairro Pinheirinho tem apenas um objetivo, de cunho político e ideológico, de colocar as pessoas contra o governo e contra a polícia. O que estamos fazendo é uma presença diária no bairro”, garantiu.

Espindola também pediu que o protesto não prejudique o trânsito. “Respeito a manifestação, não há problema nenhum. Só peço que utilizem um canteiro ou uma rótula e não interditem a Avenida Centenário, porque aí vamos perder o sentido da própria manifestação”, comentou.

O prefeito ressaltou que não há problema em reivindicar, desde que não haja prejuízo à população. “Não há problema nenhum em fazer a manifestação, desde que não atrapalhem a vida de quem está voltando para casa depois de um dia de trabalho ou indo para a universidade. É isso que solicitamos aos manifestantes”, frisou. “Respeitamos, só pedimos que não prejudiquem as demais pessoas que transitam pelo bairro Pinheirinho. E outra: não falem mal do bairro. Aqueles que falam mal do Pinheirinho não querem o bem da comunidade”, acrescentou.

Espíndola lembrou que, no último dia 13 de março, a Polícia Militar realizou uma operação na região, resultando no fechamento definitivo de sete estabelecimentos e na notificação de outros seis, que receberam prazo para regularização, sob pena de interdição em futuras fiscalizações.

“O bairro Pinheirinho recebeu, principalmente nos últimos meses, uma atenção mais do que redobrada do governo municipal e da Polícia Militar. Fizemos, no ano passado, 29 internações involuntárias, justamente pela regulação do Estado. Estamos trabalhando fortemente”, pontuou.

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