Prefeitura de Cocal do Sul tem projeto de dois canais auxiliares para aumentar prevenção contra inundações
Alternativa
Projeto está nas mãos do Governo do Estado e custo total da obra pode chegar a R$ 5 milhões

Cocal do Sul deve ser o segundo município da região a implantar canal auxiliar para prevenção contra inundações. A prefeitura já entregou o projeto na Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC), mas com a mudança de governo precisou reiniciar as tratativas para obtenção de recursos. O orçamento original da obra é de cerca de R$ 5 milhões.
Os canais auxiliares são projetos para os bairros Jardim Elizabeth e Jardim Itália. Para o primeiro é previsto investimento de R$ 3 milhões. O segundo está orçado em R$ 1,8 milhão. “São os dois principais problemas que temos. O projeto já está pronto e protocolado. Agora vamos mostrar a necessidade desta liberação para solucionar o problema nas comunidades mais complexas. É uma proposta de solução”, afirmou o prefeito Fernando de Fáveri (MDB), em entrevista ao Portal Engeplus.
O coordenador regional da Defesa Civil, Rosinei da Silveira, explica que o projeto foi aprovado na primeira análise. “Mas como houve transição de governo estamos conversando para liberação desta verba. Sozinho, o município tem restrições financeiras para fazer porque é muito caro. Para a Defesa Civil, o canal auxiliar é uma intervenção urbana que vai trazer solução para alagamentos nas comunidades. O desenvolvimento urbano foi intenso, a cidade cresceu e as mudanças climáticas estão trazendo chuvas intensas e concentradas. Então vem trazer vantagem para que a água acumulada encontre vazão, para que a água vá para o rio e não fique acumulada na cidade”, afirma.
Na proposta original, o canal auxiliar do bairro Jardim Elizabeth inicia na rua Criciúma, passa pela avenida Chapecó, onde faz conexão com o rio Tigre, depois cruza a Fiorenza Burico Dajori e desemboca na rua Fernando Furlan. Já no Jardim Itália, inicia na rua João Dajori, encontra a Raul Pompéia e desemboca no rio Cocal.
“Queremos que conheçam a realidade e saibam dos problemas que temos referente às cheias. Em breve virão in loco para conhecer a nossa realidade e comprovar que o que apresentamos é realmente viável e de suma importância. O custo é insignificante pela quantidade de famílias atingidas, principalmente no Jardim Elizabeth, onde temos o maior problema quando o rio sobe”, avalia o prefeito.
A prefeitura busca agendar com urgência a visita de representantes da Defesa Civil, uma vez que ainda há busca pela finalização da ponte na comunidade da Linha Espanhola, que foi afetada no último temporal e moradores precisam contornar cerca de 10 quilômetros a mais para acessar a área central da cidade.



