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Prefeitura de Passo de Torres remove estrados de madeira da ponte pênsil

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Cabos foram mantidos em caso de necessidade de novas perícias

Por Lucas Renan Domingos27 de fevereiro de 2023 3 min de leitura
Divulgação

A Prefeitura de Passo de Torres realizou na última sexta-feira, dia 24, a remoção dos estrados (parte de madeira) da ponte pênsil que arrebentou no último dia 20 de fevereiro. O município contratou, em caráter de urgência, uma empresa especializada para fazer a retirada. A motivação seria por conta de a ponte estar atrapalhando a circulação de barcos pesqueiros no rio Mampituba, já que a estrutura cedeu no dia do acidente.

O município informou que os cabos de aço não foram removidos para que continuem à disposição das equipes de investigação em caso de necessidade de novas perícias. A administração de Passo de Torres tem a intenção de manter uma travessia no local, mas ainda não sabe ao certo se a ponte será reativada ou uma se uma nova estrutura será erguida.

A ponte é utilizada constantemente por trabalhadores e clientes do comércio do lado de Passo de Torres e que também se deslocam da cidade vizinha.

Relembre o caso

A ponte pênsil que liga os municípios de Passo de Torres e Torres teve cabos rompidos no dia 20 de fevereiro de 2023, segunda-feira de Carnaval. A estimativa da Polícia Civil é de que aproximadamente 50 pessoas estavam sobre ela no momento do acidente. Imagens mostraram que parte do público balançava a estrutura, que não suportou e cedeu.

As vítimas caíram na água e foram resgatadas por pessoas e embarcações que estavam às margens do rio. Uma pessoa morreu em decorrência do acidente. O jovem Brian Grandi, de 20 anos, morador de Torres, foi encontrado quatro dias depois, na orla da Praia Azul, em Passo de Torres, para onde foi arrastado pela água. A causa da morte foi confirmada pela Polícia Científica como afogamento.

Dois inquéritos foram instaurados pela Delegacia de Passo de Torres e pela Delegacia de Torres para investigar as causas do rompimento de cabos da ponte pênsil. O caso vem sendo tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

As primeiras informações colhidas pela Polícia Civil catarinense, de acordo com o delegado Maurício Pretto, responsável pelas investigações do lado catarinense, apontam que a estrutura da ponte já apresentava sinais de necessidade de manutenções.

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