Prefeitura do Rincão estuda formas de ‘enxugar’ e viabilizar projeto de extensão da Via Rápida
Novo acesso
Projeto original está orçado em R$ 135 milhões

Os R$ 135 milhões orçados para estender a Via Rápida até a Zona Sul de Balneário Rincão inviabilizaram o andamento do projeto. Agora, cabe à prefeitura do Rincão identificar meios de ‘enxugar’ o orçamento e torná-lo executável economicamente. Em até duas semanas, o setor de planejamento e infraestrutura planeja entregar as observações ao Parque Científico e Tecnológico (Iparque) da Unesc, que foi o responsável pela elaboração do projeto.
Uma das alternativas para reduzir o custo da obra seria reduzir a quantidade de pistas, mas isto está praticamente descartado. A ideia com a extensão da Via Rápida é justamente replicar o modelo com pista dupla da rodovia que liga Criciúma à BR-101 e desta forma oferecer aos motoristas uma alternativa diferente das que já existem. É o que comenta o engenheiro agrimensor da prefeitura de Balneário Rincão, Anderson Moreira Douglas.
“Vamos melhorar a questão de custo, principalmente de terraplanagem para viabilizar economicamente. Estamos como órgão fiscalizador, analisamos, discutimos e repassamos a demanda para eles (Iparque). Reduzir pista não é a ideia porque perderia a característica e já temos acesso simples. Talvez adequar o traçado para sair na Lagoa do Faxinal para reduzir a questão de custo seja uma alternativa”, avalia.
O engenheiro também estuda a possibilidade de reduzir a quantidade de elevados ao longo dos 9,6 quilômetros planejados em paralelo às rodovias Arino Antônio Cândido e Antônio Pedro Cândido. O projeto original contempla cinco viadutos e uma ponte sobre o Rio dos Porcos. Outra alteração cabível é reduzir a velocidade máxima da pista de 100 km/h para 80 km/h. Isto implicaria na projeção de curvas menos suaves e aliviaria o custo com desapropriações e terraplanagem.
“O que daria para enxugar é diminuir algum elevado e diminuir a altura da terraplanagem. O projeto geométrico foi mantido para velocidade de 100 km/h. Podemos manter as quatro pistas e diminuir para 80 km/h, isto reduz o custo e consegue aterrar menos e elaborar curvas mais fechadas”, explica.
Na configuração original da proposta, apresentada em dezembro do ano passado, os R$ 135 milhões previstos no orçamento contemplavam apenas a obra, ou seja, as desapropriações ficariam a cargo das prefeituras de Içara e Balneário Rincão e entrariam como contrapartida. Cerca de 80% da nova rodovia está projetada para passar em território Içarense e 20% dentro do Rincão. A estimativa é que as desapropriações custem cerca de R$ 10 milhões.
Ainda não há previsão para que o projeto seja protocolado na Secretaria de Estado da Infraestrutura para nova análise e captação de recurso junto ao Governo do Estado.
Leia mais



