Presidente da Amrec acha pouco provável que IBGE aceite revisão do Censo 2022
Números
Gestores da associação se reuniram com superintendente estadual do órgão nesta terça-feira

Os prefeitos das cidades que ainda fazem parte da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) seguem questionando os números do Censo 2022 apresentado pelo IBGE. Com o objetivo de esclarecer os dados, uma comitiva foi até Florianópolis nesta terça-feira, dia 11, e se reuniu com o superintendente estadual do IBGE, Roberto Kern Gomes.
O presidente da Amrec e prefeito de Morro da Fumaça, Agenor Coral, o Noi, avaliou como positivo o encontro. Ele saiu da reunião convencido de que é pouco provável que o IBGE acate a revisão do Censo 2022 neste momento.
“O superintendente foi bastante esclarecedor. Levamos alguns números dos municípios, como cadastros das unidades de saúde, do crescimento imobiliário. Ao mesmo tempo o superintendente nos mostrou a metologia deles que é bastante profissional. Acredito que os números realmente não devem ser muito diferentes do que foi levantado pelo IBGE, já que eles tem estatísticas que mostram que quase 100% da casas foram visitadas”, disse Noi.
Mas nem todos os prefeitos da Amrec seguem o mesmo raciocínio do presidente da Amrec. “Alguns municípios ainda estão bastante insatisfeitos. É o caso de Lauro Müller que o Censo mostrou um acréscimo de apenas 14 habitantes de 2010 para 2022”, comentou o prefeito de Morro da Fumaça.
Mesmo após a reunião em Florianópolis, os municípios prosseguirão com o processo administrativo para questionar os números. “O superintendente foi bem solicito. Ele deixou claro que os prefeitos têm todo o direito de pedir esclarecimentos. E cada município já deu entrada no seu processo administrativo que foi encaminhado para o IBGE do Rio de Janeiro. Agora temos que aguardar alguma manifestação do órgão”, acrescentou Noi.
Incentivo por um ‘mini censo’
Da reunião os prefeitos da Amrec saíram com um pedido vindo do superintendente do IBGE em Santa Catarina. Ele incentivou que os gestores conversem com representantes políticos da região para que seja pautado no Congresso Nacional e no Governo Federal uma revisão do Censo em 2025.
“É como se fosse um mini Censo, que seria feito nos municípios abaixo dos 150 mil habitantes, dando assim uma reequilibrada nos números. Neste ano eles tiveram muita dificuldade, principalmente aqui na região, com falta de mão de obra. Mesmo assim acredito que tenham feito um bom trabalho, mas o superintendente acredita que seria importante um novo censo em 2025”, disse Noi Coral.



