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Presidente do Siserp detalha avanços com governo de Criciúma: ‘Saímos dessa negociação com ganhos’

Reajuste salarial

Assembleia com servidores municipais foi realizada na noite dessa terça-feira

Por Rafaela Custódio06 de maio de 2026 3 min de leitura
Divulgação/Siserp

Os servidores municipais de Criciúma aprovaram, em assembleia realizada na noite dessa terça-feira, dia 5, o acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp) e o governo municipal.

O presidente do Siserp, Reginaldo de Oliveira, celebrou as negociações. “Para os servidores do quadro geral, exceto o magistério, tivemos a reposição inflacionária, que fechou em 3,77%, além de 1% de ganho real. Isso significa um avanço, porque desde 2015 não conseguíamos, em negociações coletivas, obter ganho real”, ressaltou.

Segundo o presidente, os servidores do quadro geral que recebem os menores salários, e que ficavam de janeiro a abril recebendo abaixo do salário mínimo, passarão a receber 6,5% acima do mínimo com a nova negociação. “A gente pretende, no próximo ano, avançar ainda mais nisso. Outro avanço é a questão do não desconto no vale-alimentação em casos de atestados médicos, algo que vinha prejudicando os trabalhadores, que não escolhem ficar doentes”, explicou.

Magistério

O presidente também destacou a importância das negociações para o magistério de Criciúma. “Para o magistério, desde 2022 o piso estava 5% abaixo do nacional. Com essa negociação, conseguimos equilibrar minimamente a situação. Aplicamos 5,4%, que é o reajuste do piso deste ano, e somamos 5% da regência de classe ao piso, o que resultou em um reajuste de 10,6%”, afirmou.

Oliveira detalhou ainda o impacto dos novos valores. “Mesmo com a redução da regência de classe de 40% para 35%, esse percentual incorporado ao salário base gera reflexos maiores nas carreiras, como progressões por merecimento e triênios. No fim, esse 5% representa mais de 6%, podendo chegar a quase 8% ao final da carreira”, frisou.

Meritocracia

Uma das pautas tratadas entre sindicato e governo municipal foi a meritocracia. “A posição do sindicato sempre foi contrária a esse modelo, que não trazia ganhos para o magistério. Agora, os valores antes distribuídos a título de meritocracia para poucos profissionais passarão a compor o salário base de todos os trabalhadores”, explicou.

Novas negociações

Oliveira afirmou que novas negociações serão realizadas ao longo do ano. “Avançamos na criação de uma mesa permanente de negociação, que será instituída por decreto do governo em até 60 dias. Essa comissão técnica, formada por representantes do governo e do sindicato, vai tratar da evolução do plano de carreira e do estatuto, além de demandas pendentes, como diferenças salariais de psicólogos, assistentes educacionais e questões de insalubridade”, disse.

“Saímos dessa negociação com ganhos, mas conscientes de que ainda há muito trabalho a ser feito ao longo deste ano, para chegarmos no próximo com uma pauta mais enxuta e maior facilidade de diálogo com o governo”, finalizou.

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