Presidente do Siserp não descarta greve na próxima semana e afirma: ‘o diálogo será o melhor caminho'
Imbróglio
Jucélia Vargas afirmou que nenhum documento chegou ao sindicato sobre o novo projeto

Na manhã desta quarta-feira, dia 24, o prefeito de Criciúma Clésio Salvaro esteve reunido com os 17 vereadores para tratar do Projeto do Executivo 51/2023 que tem como objetivo definir o reajuste salarial dos servidores municipais. Na última segunda-feira, dia 22, os parlamentares criciumenses rejeitaram o primeiro projeto encaminhado à Câmara, e com isso o chefe do Poder Executivo os reuniu novamente para apresentar a nova proposta.
“Os 17 vereadores estiveram presentes na reunião ao lado do prefeito. O Salvaro colocou a situação do novo projeto sobre o reajuste salarial dos servidores e afirmou que o encaminhará para uma sessão extraordinária e deve ser pedida hoje, com isso, terei três dias para convocar os vereadores e a votação ocorre no sábado”, explicou o presidente da Câmara de Vereadores, Salésio Lima. “O novo projeto traz reajuste de 4.36% para todos os servidores”, completa.
Conforme Salésio, o projeto rejeitado tinha uma melhor proposta do que o atual apresentado pelo prefeito. “O outro projeto contemplava os professores com até 29% ou 12,7%, mas tinham duas cláusulas que excluem o professor número dois do cargo. Esse foi rejeitado e o novo vai repassar a todos servidores 4,36%. Dependendo do entendimento, o outro seria melhor”, observa.
No primeiro projeto, o município ofertou um reajuste de 4,36%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), contra 14,61% de solicitado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), que seria o reajuste de 4,36% e mais 10,25% em relação a anos anteriores. Já sobre a carreira dos professores, o município modifica o percentual de diferença de salários que hoje é de 20% entre professores formados no Ensino Médio e professores com faculdade para 5%. Agora, todos os servidores receberão 4,36%.
Siserp rebate novo projeto
A presidente do Siserp, Jucélia Vargas, ressaltou que protocolou um ofício solicitando reunião com Salvaro para um diálogo, porém não foi atendida. “Não tivemos o retorno e ficamos sabendo o resultado da conversa por vereadores. Não nos chegou nada oficialmente. Nós estamos em estado de greve, e um dos encaminhamentos é o protocolo. Teremos assembleia amanhã para darmos encaminhamentos sobre a greve na próxima semana”, observa. “Segundo ponto: os vereadores rejeitaram um projeto que é ruim aos servidores e para cidade e agora o prefeito não pode jogar uma responsabilidade que é sua para as mãos do Legislativo. Estamos ao lado dos vereadores, que devem aprovar o projeto quando for bom para todo mundo”, emenda.
Benefícios perdidos na folha salarial
O líder do governo na Câmara, vereador Antônio Manoel (PSDB), o Toninho da Imbralit, falou recentemente que está preocupado se o projeto for rejeitado. “Tenho preocupação com o servidor público que deixará de ter o reajuste neste momento. Também têm algumas cláusulas do dissídio coletivo que a partir do momento que não tem essa definição, ele [o servidor] não recebe alguns valores. Alguns pagamentos não serão pagos em virtude de uma cláusula. Enquanto o projeto não for aprovado, os servidores municipais não receberão alguns benefícios”, explica.
Jucélia garantiu que esta não deve ser uma preocupação dos vereadores, uma vez que se o servidor não receber os benefícios neste primeiro momento, receberá após o fim da negociação. “Já tivemos anos de fechar a negociação em junho e recebemos os retroativos. Vamos negociar até estar bom, meses posteriores serão retroagidos. Está sendo feito uma pressão. É nítido que os vereadores entendem que precisamos valorizar os servidores”, observa. Se não recebermos agora, vamos receber depois. Não adianta provar algo ruim para nós agora. Ao prefeito, o diálogo será o melhor caminho. Estamos tentando diálogo há dois meses”, garante.
Para Jucélia, se o projeto for aprovado, o piso do magistério e da enfermagem estará abaixo do piso nacional. Confira abaixo:
A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com o prefeito Clésio Salvaro, porém não foi atendida.
O Portal Engeplus está acompanhando o caso dos reajustes salariais e você pode ler mais sobre assunto abaixo:
Siserp aprova pautas para mesa de negociações em Criciúma
Assembleia do Siserp define por paralisação nesta quinta-feira
Servidores do Pátio de Máquinas de Criciúma estendem paralisação
Comissões na Câmara de Criciúma analisam projetos de reajustes salariais
Semana começará com greve dos servidores da Prefeitura de Criciúma
Estado de greve em Criciúma: devo mandar meu filho para a escola? Siserp responde



