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Presidente do Siserp não descarta greve na próxima semana e afirma: ‘o diálogo será o melhor caminho'

Imbróglio

Jucélia Vargas afirmou que nenhum documento chegou ao sindicato sobre o novo projeto

Por Patrick Stüpp24 de maio de 2023 5 min de leitura
Jhulian Pereira/Decom

Na manhã desta quarta-feira, dia 24, o prefeito de Criciúma Clésio Salvaro esteve reunido com os 17 vereadores para tratar do Projeto do Executivo 51/2023 que tem como objetivo definir o reajuste salarial dos servidores municipais. Na última segunda-feira, dia 22, os parlamentares criciumenses rejeitaram o primeiro projeto encaminhado à Câmara, e com isso o chefe do Poder Executivo os reuniu novamente para apresentar a nova proposta.

“Os 17 vereadores estiveram presentes na reunião ao lado do prefeito. O Salvaro colocou a situação do novo projeto sobre o reajuste salarial dos servidores e afirmou que o encaminhará para uma sessão extraordinária e deve ser pedida hoje, com isso, terei três dias para convocar os vereadores e a votação ocorre no sábado”, explicou o presidente da Câmara de Vereadores, Salésio Lima. “O novo projeto traz reajuste de 4.36% para todos os servidores”, completa.

Conforme Salésio, o projeto rejeitado tinha uma melhor proposta do que o atual apresentado pelo prefeito. “O outro projeto contemplava os professores com até 29% ou 12,7%, mas tinham duas cláusulas que excluem o professor número dois do cargo. Esse foi rejeitado e o novo vai repassar a todos servidores 4,36%. Dependendo do entendimento, o outro seria melhor”, observa.

No primeiro projeto, o município ofertou um reajuste de 4,36%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), contra 14,61% de solicitado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), que seria o reajuste de 4,36% e mais 10,25% em relação a anos anteriores. Já sobre a carreira dos professores, o município modifica o percentual de diferença de salários que hoje é de 20% entre professores formados no Ensino Médio e professores com faculdade para 5%. Agora, todos os servidores receberão 4,36%.

Siserp rebate novo projeto

A presidente do Siserp, Jucélia Vargas, ressaltou que protocolou um ofício solicitando reunião com Salvaro para um diálogo, porém não foi atendida. “Não tivemos o retorno e ficamos sabendo o resultado da conversa por vereadores. Não nos chegou nada oficialmente. Nós estamos em estado de greve, e um dos encaminhamentos é o protocolo. Teremos assembleia amanhã para darmos encaminhamentos sobre a greve na próxima semana”, observa. “Segundo ponto: os vereadores rejeitaram um projeto que é ruim aos servidores e para cidade e agora o prefeito não pode jogar uma responsabilidade que é sua para as mãos do Legislativo. Estamos ao lado dos vereadores, que devem aprovar o projeto quando for bom para todo mundo”, emenda.

Benefícios perdidos na folha salarial

O líder do governo na Câmara, vereador Antônio Manoel (PSDB), o Toninho da Imbralit, falou recentemente que está preocupado se o projeto for rejeitado. “Tenho preocupação com o servidor público que deixará de ter o reajuste neste momento. Também têm algumas cláusulas do dissídio coletivo que a partir do momento que não tem essa definição, ele [o servidor] não recebe alguns valores. Alguns pagamentos não serão pagos em virtude de uma cláusula. Enquanto o projeto não for aprovado, os servidores municipais não receberão alguns benefícios”, explica.

Jucélia garantiu que esta não deve ser uma preocupação dos vereadores, uma vez que se o servidor não receber os benefícios neste primeiro momento, receberá após o fim da negociação. “Já tivemos anos de fechar a negociação em junho e recebemos os retroativos. Vamos negociar até estar bom, meses posteriores serão retroagidos. Está sendo feito uma pressão. É nítido que os vereadores entendem que precisamos valorizar os servidores”, observa. Se não recebermos agora, vamos receber depois. Não adianta provar algo ruim para nós agora. Ao prefeito, o diálogo será o melhor caminho. Estamos tentando diálogo há dois meses”, garante.

Para Jucélia, se o projeto for aprovado, o piso do magistério e da enfermagem estará abaixo do piso nacional. Confira abaixo:

A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com o prefeito Clésio Salvaro, porém não foi atendida.

O Portal Engeplus está acompanhando o caso dos reajustes salariais e você pode ler mais sobre assunto abaixo:

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