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Professores e estudantes do Cedup protestam contra demissões durante greve em Criciúma

Criciúma

Ao todo, oito professores foram demitidos, mas já retornaram às salas de aula

Por Rafaela Custódio09 de maio de 2024 3 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus

Professores e estudantes do Cedup Abílio Paulo, no bairro Universitário, em Criciúma, se uniram na manhã desta quinta-feira, dia 9, para protestar contra as demissões de oito profissionais da instituição de ensino durante a greve do magistério catarinense, que teve suspensão de 60 dias nessa terça-feira, dia 8, após assembleia, em Florianópolis.

“Depois de 14 meses de tentativa de negociação com o governo de Santa Catarina, foi decretada no dia 4 de abril uma greve. Essa greve iniciou no dia 23 de abril. Esse movimento tomou uma proporção, foi crescendo e de uma forma arbitrária e inconstitucional, ilegal, ilegítima o governador do Estado, pressionou as coordenarias regionais de Educação, que por sua vez pressionaram os diretores das unidades escolares para que os professores ACTs, que é professor temporário, admitido em caráter temporário que a cada ano tem que fazer um novo concurso para entrar no Estado, que demitissem esses professores. Só que como eu volto a afirmar, isso é uma atitude ilegal e inconstitucional e infelizmente, aqui no Cedup isso ocorreu”, comenta o professor Marco Antônio Martins, que atua há 33 anos na sala de aula.

Conforme o professor, uma liminar na justiça conseguiu que os professores demitidos retornassem para as escolas. “Nós, professores do Cedup, em apoio e respeito a esses professores que foram demitidos e agora foram recontratados, estamos aqui. Estamos aqui na frente da instituição para dar um abraço neles para dizer que eles não estão sozinhos, para mostrar a nossa solidariedade e dizer que arbitrariedades e ilegalidades desse tipo não servem no Estado democrático”, ressalta. As demissões dos professores ocorreram por e-mail. “Os oito profissionais já retornaram ao posto de trabalho, e, por isso, estamos aqui para abraçá-los”, acrescenta.

Um dos professores demitidos esteve na manifestação, porém preferiu não se identificar. Ele afirmou que foi pego de surpresa com a demissão. “Nós estávamos em greve. Temos medo do futuro, sim. No final ano seremos demitidos e nunca temos continuidade nas matérias. Não há concurso público para área técnica há mais de 35 anos, essa é uma das demandas específicas aqui do Cedup”, comenta.

Diversos alunos e professores se pronunciaram durante o ato e apoiaram os profissionais demitidos e também falaram sobre o futuro. Entre eles, o professor Jonathan Corrêa Becker. Confira abaixo o vídeo:

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