Saúde

Profissional da Unesc alerta sobre sinais de atraso no desenvolvimento da fala em crianças

Linguagem

Pais ou responsáveis devem procurar um especialista para fazer avaliação mais aprofundada

Por Jessica Rosso Crepaldi26 de dezembro de 2024 4 min de leitura
Divulgação/Unesc

O atraso na fala em crianças pode ser sinal de que o desenvolvimento da linguagem não está ocorrendo da forma esperada para a faixa etária. Identificar sinais precoces pode ajudar a buscar a orientação de profissionais, como pediatras e fonoaudiólogos, para avaliar a situação.

“É comum os pais compararem seus filhos com outras crianças. Por isso é necessário cautela para que isso não se torne algo ruim durante o crescimento da criança. No entanto, se os pais ou responsáveis estão com alguma dúvida ou receio sobre a fala, a minha indicação é procurar um especialista para que seja feita uma avaliação”, orienta a fonoaudióloga, Suelen Capelari.

“Aos dois anos, a criança tem que estar com um vocabulário de mais ou menos 200 palavras. Tanto no que diz respeito à compreensão quanto à expressão. A gente não espera, nessa idade, que ela faça um discurso bonitão, sem nenhuma troca, mas que tenha esse vocabulário maior. Então, até os quatro anos, espera-se que essa criança esteja falando todos os sons da língua nativa”, acrescenta.

Ainda de acordo com Suelen, quando o assunto é atraso de fala, é importante prestar atenção, também, se há alguma questão auditiva relacionada. “Se a criança tem muita otite de repetição, que é aquela inflamação do ouvido, isso pode acarretar alterações com relação à fala. Por isso, logo nos primeiros dias de vida da criança é primordial que os pais levem a criança para fazer o teste da orelhinha”, explica.

Outra questão a ser observada é quando a criança tem a língua presa, já que isso pode gerar alguns distúrbios no som da fala ou na distorção do som das palavras. “Quando a criança fala muito alto também pode ser alguma questão de fala. Por isso é tão importante ter um diagnóstico preciso para direcionar o trabalho da melhor forma possível. Às vezes será somente com a fala, mas às vezes é um quadro maior relacionado à linguagem e ao desenvolvimento dessa criança”, exemplifica a profissional.

Melhores estímulos

Além das brincadeiras lúdicas, as atividades cotidianas podem ser importantes ferramentas no estímulo da fala e na compreensão de mundo para a criança. “Tudo o que tem no dia a dia, se torna estímulo de linguagem e os pais não precisam esperar só pela escola para isso. Uma ida ao mercado, por exemplo, peça a ajuda do seu filho. Pergunte: ‘vamos comprar quantas maçãs?’, depois vá contando cada maçã que está colocando na sacola. Mas não espere que a criança vá repetir de imediato. Ela vai aprendendo com as repetições. Então vá fazendo esses estímulos no máximo de atividades que conseguir ao longo do dia”, orienta a profissional.

Segundo Suelen, uma vilã nos dias atuais para o desenvolvimento da fala, é o uso de telas. “De maneira geral, isso atrasa muito o desenvolvimento da linguagem da criança. Tanto na questão da compreensão quanto na questão da expressão, a criança tem a intenção de se comunicar. É muito comum as pessoas dizerem que a criança é esperta porque sabe escolher o vídeo ou pular o anúncio, mas com relação ao desenvolvimento da linguagem, isso traz um grande atraso”, alerta a fonoaudióloga.

A importância de um bom tratamento

Com uma equipe multidisciplinar, o Centro Especializado em Reabilitação (CER II) da Unesc oferece assistência integral à pessoa com deficiência, seja física ou intelectual, tudo de forma gratuita. A equipe é composta por assistentes sociais, profissionais de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas, médicos especialistas em neurologia e ortopedia, odontologistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Profissionais capacitados, trabalhando para fornecer cuidados abrangentes e de alta qualidade, com o objetivo de promover a independência e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Suelen é uma das fonoaudiólogas do CER II Unesc e conta a importância do trabalho multidisciplinar para garantir o melhor diagnóstico e tratamento para quem tem alguma dificuldade de fala. “Basicamente a atuação multi é uma área agregando a outra. Muitas vezes a gente consegue fazer a estimulação com os dois profissionais dentro da sala. Cada um estimula o que precisa dentro daquela atividade que foi proposta para a criança. Isso é bastante rico para a criança. Notamos um ganho significativo quando o atendimento é feito dessa forma, pois conseguimos identificar a estimular diferentes fatores”, garante.

Se perceber algum sinal de alerta no filho, é importante consultar um profissional, como pediatra ou fonoaudiólogo. Eles podem avaliar o desenvolvimento da fala e linguagem e, se necessário, sugerir intervenções precoces para apoiar o desenvolvimento da comunicação. Quanto mais cedo o problema for identificado, mais eficaz podem ser as estratégias de intervenção. E para saber mais sobre o trabalho realizado no CER II Unesc e como você pode ser atendido, acesse este link.

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