Programa da Casa Guido acelera diagnóstico precoce e já acompanhou 27 casos suspeitos de câncer infantojuvenil
Casa Guido
Iniciativa reúne UBSs, escolas e famílias de 12 municípios do Sul de SC

Uma dor de cabeça que parecia comum. Uma enfermeira que decidiu investigar mais a fundo. Poucos dias depois, o diagnóstico de câncer foi confirmado a tempo de iniciar o tratamento. Histórias como essa fazem parte da rotina do Programa Diagnóstico Precoce, da Casa Guido, que já acompanhou 27 casos suspeitos em parceria com Unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas e famílias de 12 municípios da região.
A iniciativa foi criada para enfrentar um dos maiores desafios da oncologia pediátrica: o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o câncer infantojuvenil é identificado, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Na prática, o programa funciona como uma ponte entre quem percebe os primeiros sinais de alerta, profissionais da saúde, educadores ou familiares, e a rede de especialistas em oncologia pediátrica.
“Muitas vezes, o profissional que está na linha de frente identifica um sintoma que desperta atenção, mas ainda tem dúvidas sobre a necessidade de um encaminhamento urgente. É nesse momento que entramos: orientamos, auxiliamos na agilização de exames e, quando necessário, atuamos junto à regulação municipal e estadual para evitar atrasos no atendimento”, explicou a coordenação do Programa Diagnóstico Precoce da Casa Guido.
Como funciona
O fluxo começa quando um sinal de alerta é identificado em uma UBS, escola ou pela própria família. A equipe da Casa Guido é acionada para orientar os profissionais envolvidos e auxiliar na agilização dos exames complementares. Com os resultados em mãos, o caso é avaliado em conjunto com médicos oncologistas pediátricos parceiros, que confirmam ou descartam a suspeita de câncer. Quando o diagnóstico é confirmado, o paciente é imediatamente encaminhado para o início do tratamento.
Além do acompanhamento dos casos suspeitos, a iniciativa desenvolve o projeto Capacitar para Salvar, voltado à formação de profissionais da saúde e da educação. O objetivo é ampliar o reconhecimento dos sinais de alerta que podem indicar câncer infantojuvenil, como linfonodos aumentados, palidez persistente, dores ósseas recorrentes ou alterações visuais em crianças pequenas.
Impacto regional
Dos 27 casos acompanhados, parte teve o diagnóstico de câncer confirmado e foi encaminhada para tratamento especializado. Outros foram descartados após investigação, resultado igualmente importante por proporcionar respostas rápidas às famílias e evitar períodos prolongados de incerteza.
Os atendimentos envolveram pacientes dos municípios de Araranguá, Criciúma, Tubarão, Içara, Jaguaruna, Urussanga, Cocal do Sul, Orleans, Grão-Pará, Pescaria Brava, Balneário Arroio do Silva e Rio do Sul.
A Casa Guido reforça que a participação dos profissionais da atenção básica e da educação é fundamental para o sucesso da iniciativa. Cada suspeita investigada — mesmo quando o diagnóstico de câncer é descartado — fortalece uma rede de atenção capaz de acelerar o diagnóstico e aumentar as chances de cura de crianças e adolescentes.
Serviço
Profissionais da saúde, educadores e famílias que identificarem sinais de alerta em crianças e adolescentes podem entrar em contato com o Programa Diagnóstico Precoce da Casa Guido para receber orientação.



