'Programa Salas Seguras': escolas de Criciúma serão contempladas com bunkers
Segurança
Iniciativa foi antecipada pelo governador Jorginho Mello após tornado no Oeste do estado

O governo de Santa Catarina construirá bunkers em escolas estaduais que estão mais suscetíveis a eventos climáticos ou que estão em processo de reforma e ampliação. A iniciativa, que estava prevista para ser executada a partir do próximo ano, foi antecipada pela gestão após a passagem de um tornado, que destruiu a Escola Estadual Jacob Maran, em Dionísio Cerqueira, no Oeste do estado, na última sexta-feira, dia 7.
Em Criciúma, no Sul de SC, duas escolas, que estão entrando em fase de reforma, serão contempladas: a Escola de Ensino Fundamental Professor Lapagesse, no Centro, e a Escola de Ensino Fundamental São Cristóvão, no bairro São Cristóvão. Os bunkers, conforme denominado pelo governador Jorginho Mello se referem ao 'Programa Salas Seguras', que segundo a secretária de Educação do estado Luciane Bisognin Ceretta estava sendo preparado há aproximadamente dois meses.
“Nós estamos organizando esse programa nas escolas, com vídeomonitoramento, com vigilância humana, e nesse plano de contingência, que estamos construindo em parceria com a Defesa Civil e Secretaria de Segurança Pública, nós mapeamos os riscos que as nossas escolas estão expostas. Nós iniciaríamos no ano que vem, no entanto, com o evento que ocorreu e a necessidade de reforma imediata de reconstrução daquela escola, o governador tomou a decisão de iniciarmos pela Dionísio Cerqueira”, explicou a secretária.
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'Programa Salas Seguras'
Segundo Luciane, o programa, que tem como referência modelos internacionais utilizados em regiões de alta oscilação climática, priorizará inicialmente os locais que são mais afetados pelo clima, como é o caso da região Leste e Extremo Sul do estado.
Ele consiste em garantir que cada escola tenha uma sala ampla, fechada e resistente a fortes impactos. “Nós precisamos estar melhor preparados para o enfrentamento de situações que podem nos pegar de surpresa. Eventos climáticos, mas também situações que envolvem segurança nas escolas. É um programa amplo e que trata de salas seguras”, frisou a secretária.
O trabalho será realizado por uma equipe de engenheiros da diretoria de infraestrutura junto com a equipe especializada da Defesa Civil. “Uma escola é diferente da outra, então precisamos identificar quais são os espaços nessas escolas para que tenhamos esses ambientes protegidos”, afirmou.
Expansão do programa
O programa prevê que 1.038 escolas serão contempladas. Na primeira etapa já estão previstas 200 escolas, que estão em processo de reforma e ampliação. Entre elas estão as duas instituições de Criciúma. “Nós já vamos iniciar o processo de identificação daqueles espaços que podem ser transformados em salas seguras”, disse.
A expectativa é de que, até abril do próximo ano, sejam iniciadas as obras nas escolas de Criciúma.



