Saúde

Propostas sobre saúde mental e autismo serão discutidas nesta quinta-feira, em Criciúma

Plano de saúde

Plenária é promovida pelo Conselho Municipal de Saúde

Por Jessica Rosso Crepaldi12 de novembro de 2025 2 min de leitura
Freepik/Ilustração

Nesta quinta-feira, dia 13, o Conselho Municipal de Saúde de Criciúma discutirá mais propostas para o plano de saúde que deve ser colocado em prática no próximo ano, com vigência até 2029. A iniciativa é uma parceria com o governo municipal, por meio da Secretaria de Saúde. Já foram debatidos temas como fibromialgia, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e saúde do trabalhador.

O próximo tema será sobre saúde mental e autismo. “A gente sabe que a saúde mental é uma questão muito precária no município. Nós temos muitos problemas. Sobre os Centro de Atenção Psicossocial (Caps), até têm alguns com estrutura física, como o Caps III depois dele ter sido fechado pela Vigilância Sanitária. Temos falta de profissional e falta de atendimento adequado”, afirmou o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Criciúma, Júlio Zavadil.

A plenária contará com a participação de representantes da Associação de Pais e Amigos de Autistas (Ama), psicólogos, psiquiatras, usuários do Caps, pais e familiares que convivem com pessoas que possuem algum desses transtornos.

Segundo Zavadil, é fundamental que a sociedade se mobilize para discutir o adoecimento mental, pois há inúmeros casos de sofrimento diretamente ligados aos transtornos mentais, que acabam muitas vezes resultando em suicídios.

"Há dificuldade no reconhecimento dos transtornos mentais relacionados ao trabalho, que tem sido uma das fontes de adoecimento. Isso é levado para dentro do espaço familiar, afetando também as famílias. É uma epidemia mundial que precisamos combater na prevenção, na promoção, na educação e na capacitação de profissionais para que possam atender de forma mais adequada às pessoas que têm transtorno mental", destacou.

Após serem apresentadas e aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde , as propostas devem passar pela Câmara de Vereadores de Criciúma e serem colocadas em prática a partir de janeiro de 2026.

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