Protesto
Protesto contra a falta de moradia
Agricultores de diversas regiões catarinense estão mobilizados em Criciúma
Por Redação Engeplus
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A falta de recursos e a não liberação dos mesmos por parte do Governo Federal para a construção ou reformas de casas nas áreas rurais, inclusive em Santa Catarina, mobiliza agricultores e sindicatos dos trabalhadores na agricultura familiar no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Aqui no Estado, os grupos organizam passeatas em Chapecó e Criciúma. Na cidade sul catarinense, eles concentram-se na rua Desembargador Pedro Silva, onde está uma das sedes da Caixa Econômica Federal (CEF).
Ainda nesta manhã, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Sintraf) de Treze de Maio, Adriano Margotti, um representante da CEF receberá um grupo de trabalhadores que representará os 150 presentes na mobilização em Criciúma. “Estamos de mãos atadas, o Governo Federal alega que não há recursos e não tem previsão de liberação da verba que já está comprometida. Há casas que precisam ser reformadas, novas famílias se formam e precisam de moradia”.
Em Criciúma, estão agricultores das regiões serrana, Sul e Vale do Itajaí. No Paraná e em Santa Catarina acontecem duas manifestações e no Rio Grande do Sul três. “Desde janeiro estamos com esse problema de cortes de recursos e pendências em obras e até pagamentos a estabelecimentos comerciais. Porque o agricultor comprou o material de construção, mas os lojistas não receberam o repasse direto do Governo Federal para que a conta seja paga. No Brasil há uma fila de 40 mil casas a serem construídas”, explica o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), Alexandre Bergamin.
Ele acrescenta que no Brasil, atualmente, há seis milhões de pessoas com déficit habitacional, um milhão delas só na área rural. “Queremos a construção das 40 mil casas este ano ainda. As regiões serrana e Norte catarinenses e o Oeste é onde há a maior necessidade, geralmente em áreas d e produtores de grãos e fumo”.
Conforme informações da Fetraf-Sul, nos três Estados do Sul são cinco mil famílias à espera desses recursos habitacionais. Destas, três mil estão com documentos e projetos aprovados à espera de recursos, e as outras duas mil famílias estão com projetos em cooperativas e sindicatos com projetos em fase de elaboração.
O grupo, acompanhado de um carro de som, leva bandeiras e faixas pelas ruas da cidade até a agência da Caixa Econômica Federal a fim de mostrar à população urbana quem são os trabalhadores e o que fazem, além de suas necessidades. Memso cientes de que o problema não será resolvido pela agência da cidade, uma pauta de reivindicação, que também pede melhorias no programa habitacional para ampliar o público beneficiado, será entregue a um representante da Caixa nas cidades onde acontecem os protestos.
Ainda nesta terça-feira, representantes dos trabalhadores na agricultura familiar terá uma reunião com o Grupo Gestor do Governo Federal em Brasília e outras lideranças sindicais encontram-se com a presidente da República, Dilma Rousseff, na Bahia, onde ela cumpre agenda.



