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Prova do magistério realizada no último fim de semana não vai ser anulada

Por Redação Engeplus

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Candidatos que prestaram a prova referente ao concurso público para vagas no magistério de Santa Catarina, no último domingo, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) estão revoltados com a falta de segurança na aplicação do teste. A revolta surgiu após os alunos constatarem que o malote que continha as provas, na sala 31 do Bloco 21 B da universidade, estava violada.
Conforme a candidata Hellen Chistian, foi no ritual que acontece em todos os concursos no qual dois alunos conferem os malotes que armazenam as provas que foi verificada aviolação do envelope. A prova foi realizada pelo sistema Acafe.

“Eles viram o rasgo no malote, uma abertura suficiente para que as provas fossem retiradas do envelope. Parecia um rasgo feito por estilete. Um dos candidatos bateu a foto da violação, agora contamos com este registro para comprovar que o malote estava aberto”, explica Hellen. “Depois de ter constatado a violação, os alunos chamaram a coordenação da prova. Foi feita uma ata e a coordenação orientou os candidatos que se sentissem prejudicados a entrarem com um recurso”, destaca.

Um policial militar também assinou a ata. De acordo com Hellen, ele transportou os malotes do Batalhão da Polícia Militar até a universidade. “Segundo foi repassado para nós, as provas vieram de Florianópolis para o batalhão. Com esse transtorno perdemos dez minutos de prova”, pontua Hellen. Na sala, havia cerca de 40 candidatos.

Outro candidato que se sentiu prejudicado com a violação das provas foi Sandro Just Wernke. Conforme o professor, na sala em que estava realizando a prova um fiscal dava instruções sobre o teste. “Em uma das questões, por exemplo, ele falava que só havia uma resposta certa, são coisas que ele não tinha como saber”, ressalta Sandro. “Achamos muito injusta a forma como foi aplicada a prova. Um dos alunos bateu foto, queremos que ele divulgue”, salienta.

Para a coordenadora de concursos da Acafe, Lucinara Marin, não há cogitação da prova ser anula, pois não houve violação e tão pouco quebra de sigilo da prova. “Não vai haver outra prova, isso nunca foi cogitado. Houve um rasgo,ocasionado pelo transporte dos malotes, mas não houve violação. Dentro do malote havia 72 páginas e durante o transporte dever ter acontecido a abertura dos malotes e não tinha como a prova passar por essa abertura”, conclui a coordenadora.

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