Público reclama de falta de água em torneiras do Cemitério Municipal do bairro São Luiz
Dificuldade na limpeza
Gestora do espaço vai instalar caixas d'água para tentar amenizar o problema

O cenário nos cemitérios nos dias que antecedem o Dia de Finados é sempre o mesmo: homens e mulheres de um lado para o outro carregando baldes, vassouras, panos e produtos de limpeza. Tudo para que no dia do feriado marcado para lembrar a memória dos mortos os túmulos estejam limpos e prontos para receber as visitas.
Só que Cemitério Municipal do bairro São Luiz, em Criciúma, concluir a tarefa da limpeza tem sido um desafio. É que tem faltado água na maioria das 50 torneiras espalhadas pelo espaço, o que vem gerando crítica dos proprietários de jazigos, como é o caso da prestadora de serviço Denise da Silva Laurindo.
Ela, acompanhada da mãe, escolheu este sábado, dia 30, para higienizar o túmulo onde seu pai está sepultado há mais de 30 anos. "Só que está muito difícil", desabafou. "Não tem água na torneira. Demora muito para encher os baldes, chega a fazer fila para pegar água. Parece até que os registros estão fechados e a limpeza, que a gente fazia rápido acaba ficando demorado. Pagamos um valor alto de taxas todos os anos. Precisam nos dar uma solução", reclamou Denise.
Caixas d'água como medida paliativa
O gestor dos cemitérios municipais de Criciúma, Richer Mendes, reconhece que problema vem acontecendo. Ele garante que não há nenhum tipo de racionamento e relata que o que pode estar causando a falta de água é o movimento intenso. "Não está faltando água. O problema está na rede de água. São tubos de 50 milímetros apens e tem muita gente utilizando a água ao mesmo tempo, inclusive com lavadoras de alta pressão. Chegamos a contar 150 pessoas utilizando a água ao mesmo tempo", justificou.
Diante de tantas reclamações, uma solução paliativa foi encontrada. Na tarde deste sábado a administração espalhou caixas d´água pelo cemitério para ajudar a amenizar o problema. "É uma situação que a gestora dos cemitérios precisa resolver. A falta de água está acontecendo e nós estamos cobrando uma solução. Estamos em contato com a Secrataria de Infraestrutura para tentar disponibilizar um caminhão para trazer água para cá também", disse o secretário de Assistência Social de Criciúma, Bruno Ferreira.

Mendes aponta que uma solução definitiva deve ser encontrada para 2022. "É um problema momentâneo. O ideal é que as pessoas venham com maior frequência ao cemitério e realize constantemente a limpeza e manutenção. Como no ano passado, por conta da pandemia, poucas pessoas foram aos cemitérios, acreditamos que este ano há um movimento maior de limpezas também".



