Público volta aos jogos da LUD após ataque contra arbitragem e novos protocolos são adotados
Medidas de segurança
Torcedores foram impedidos de acompanhar dez jogos das arquibancadas

Os jogos do Campeonato Regional da Liga Urussanguense de Desportos (LUD) de Futsal voltaram a contar com público nas arquibancadas. Os torcedores foram impedidos de acompanhar dez partidas após um pai tentar matar uma equipe de arbitragem a tiros em Criciúma, há aproximadamente um mês.
Agora, novas orientações e protocolos estão sendo adotados para evitar novos episódios de violência. Segundo o presidente da liga, Geraldo Souza, além da segurança reforçada nos ginásios, a liga estabeleceu medidas para lidar com protestos e ofensas durante as partidas.
“Se o pai estiver xingando na arquibancada, o árbitro não pode confrontar, bater de frente. Precisa comunicar o professor (técnico), que vai pedir para o pai se acalmar”, explicou ao Portal Engeplus.
Caso as ofensas continuem, o torcedor será convidado a se retirar do ginásio. Conforme Souza, a ideia para 2027 é ampliar as medidas disciplinares, fazendo com que o comportamento dos responsáveis também possa afetar a comissão técnica. “O professor poderá ser até expulso do jogo devido à atitude dos pais”, projetou.
Mudança de comportamento e consequências do ocorrido
De acordo com Souza, no último fim de semana, já foi possível perceber a alteração no comportamento do público. Antes da tentativa de homicídio, a liga já registrava casos vindo das arquibancadas, incluindo racismo. “Já tivemos jogos eliminatórios em Estação Cocal, em Morro da Fumaça. Vimos pais sentados e só torcendo, sem xingamento. Uma mudança muito positiva”, pontuou.
O presidente também explicou que o filho do autor continua atuando nas quadras. A punição foi aplicada à equipe dele, que perdeu o direito de atuar em seu mando de campo. “A criança também não tem culpa. O time tinha dois jogos em casa na primeira fase e jogou em Grão-Pará e Urussanga. Agora, na fase de mata-mata, será tudo em ginásio neutro, o que faz parte do protocolo há anos”, concluiu.
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