Contexto Internacional

Putin sai fortalecido de encontro com Trump

Guerra na Ucrânia

Presidentes se encontraram no Alasca

Por André Abreu16 de agosto de 2025 2 min de leitura
White House

Um conflito, que iniciou com a anexação da Crimeia, território da Ucrânia, pela Rússia no governo Obama (2014) e depois se expandiu para a guerra com a invasão de quatro regiões ucranianas no governo Biden (fevereiro de 2022), foi um dos temas da conversa entre os dois líderes, Vladimir Putin e Donald Trump.

Trump sempre manteve uma proximidade de Putin durante seu primeiro mandato. A guerra na Ucrânia, porém, o colocou em uma situação de negociação entre Ucrânia (junto com a OTAN e a União Europeia) e Rússia.

A Rússia busca uma anexação das regiões que já ocupou militarmente na guerra (Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk e Luhansk) e o reconhecimento de sua tomada da Crimeia. Para Putin a melhor forma de Zelenskyy ter a paz garantida é se manter longe da OTAN e entregar parte de seu território (20%). O problema que se tem observado é que, após este primeiro encontro, o presidente Trump assume que esta é a solução (entrevista na Fox News após finalização do encontro com Putin).

A declaração do presidente dos EUA fortalece a imagem de Putin como o grande vencedor do encontro no Alasca: recepção com tapete vermelho, avanço de seus interesses diante de Trump e a continuação da amizade entre os dois líderes.

A declaração de Putin de que se Trump estivesse no poder não teria invadido a Ucrânia soou como música para o presidente dos EUA e para a sua grande base republicana. Desde o início da guerra, esta é uma linha que os trumpistas defendem e a afirmação de Putin foi bem calculada para agradar Trump.

Com mandato de prisão internacional pela Tribunal Penal Internacional, Putin sai do que era chamado o isolacionismo da Rússia para se encontrar com o líder do Ocidente, os russos afirmam. Sem nada a oferecer, nem um cessar-fogo para a Ucrânia, Putin deixou o Alasca como o grande vitorioso do encontro enquanto reacende as relações com os Estados Unidos de Trump.

A depender do presidente dos EUA, a Ucrânia tem muito a perder em território, mas neste caso não precisaria de um mediador, bastaria entregar o que a Rússia já conquistou e buscar com Putin uma possível paz.

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