Reforma imigratória histórica poderá beneficiar milhões de imigrantes nos EUA
Aprovada na Câmara, lei tem resistências no Senado

Aprovada na Câmara na semana passada, a nova lei de imigração pode colocar milhões de imigrantes indocumentos nos EUA no caminho para a legalização. A reforma imigratória, inseriada em uma emenda ao orçamento dos EUA, precisa de apenas 51 votos no Senado agora, mas encontra resistência dos dois lados do corredor: o senador Joe Manchin, um democrata que não segue a linha partidária quando o assunto é imigração, pode contrariar o presidente Biden e votar contra.
Joe Manchin segue a linha da área jurídica do Senado, que orienta que uma lei de imigração não poderia estar no pacote sobre orçamento.
No Senado cada voto é contado. Sem uma maioria sólida, os republicanos podem novamente se juntar e votar em bloco, como fizeram na Câmara, e ter 50 votos. Os democratas tem 48 votos. Dois senadores são independentes e votam tradicionalmente com os democratas: Bernie Sanders de Vermont e Angus King de Vermont.
E a vice-presidente Kamala Harris? Ela votaria em caso de empate na votação, pois ela é a presidente do Senado, mas só vota nesse caso.
Os democratas ainda têm outro voto que podem perder: a senadora Kyrsten Sinema (foto), do estado do Arizona, na fronteira com o México, tem se colocado contra a lei, que permite uma legalização temporária de 5 anos, podendo ser renovada para mais cinco anos, para pessoas que estão nos EUA desde janeiro de 2011. Sinema tem tentado uma linha independente na questão de imigração e poderia ser outro voto contra.
Imigrantes brasileiros nos EUA estão divididos: ainda que a lei venha a ser aprovada, ela irá beneficiar milhões e deixar outros milhões de imigrantes que chegaram depois de 2011 de fora.
Na questão de imigração, um voto no Senado pode decidir o futuro de milhões de indocumentados no país, entre eles muitos brasileiros.



