Geral

Retrofit: legislação completa um ano com oito projetos em análise na Prefeitura de Criciúma

Prédios antigos

Município quer criar benefícios fiscais para estimular solicitações de reformas

Por Lucas Renan Domingos01 de julho de 2026 2 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Arquivo/Portal Engeplus

No dia 2 de julho de 2025, o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, sancionava a Lei do Retrofit. O modelo estabeleceu regras para a modernização, restauração e revitalizações de edificações antigas no município. Em um ano, oito projetos foram encaminhados para análise da prefeitura e aguardam a aprovação para início da reforma de imóveis, um deles localizado na Praça Nereu Ramos.

O número de solicitações pode ser considerado baixo, olhando para a área de abrangência da legislação. O perímetro estabelecido na primeira etapa da implantação da Lei do Retrofit contempla mais de mil imóveis. Porém, nem todos estão aptos a se beneficiar das regras. Para estimular outros proprietários realizarem reformas seguindo o modelo, a Prefeitura de Criciúma também planeja a criação de incentivos fiscais e econômicos.

“Existe uma minuta de lei tramitando na prefeitura. Estamos avaliando a parte do impacto financeiro. A redação já está pronta. Se tudo der certo, será encaminhado para a Câmara de Vereadores, mas ainda não há uma data definida para isso acontecer”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico de Criciúma, Thiago Fabris.

Enquadram-se no regramento as edificações com autorização de ocupação expedida até 31 de dezembro de 1999 ou que possuam outro documento hábil que comprove a existência da construção até essa data.

Ao se enquadrarem na Lei do Retrofit, os imóveis devem adotar medidas de segurança, acessibilidade e eficiência energética. O objetivo é flexibilizar parâmetros urbanísticos, como vagas de estacionamentos e uso de logradouros públicos, permitindo, por exemplo, a demolição parcial e construção dentro dos limites legais.

Em alguns casos, sendo comprovada a inviabilidade técnica, algumas regras de acessibilidade poderão ser excluídas, como a instalação de elevadores que não comportam o equipamento, por exemplo. A nova norma é vista pelo governo municipal como uma oportunidade para estimular a ocupação de imóveis ociosos e dinamizar a economia, especialmente no Centro.

Os proprietários precisam contratar de um arquiteto e de um engenheiro, e apresentar projeto arquitetônico, termo de responsabilidade técnica, plano de gerenciamento de resíduos, título de propriedade do imóvel e outros documentos previstos na lei.

Compartilhar:

Notícias relacionadas