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Retrospectiva carvoeira: relembre como foi o ano de 2025 no Tigre

Clube viveu altos e baixos na temporada

Foto de Lucas Renan Domingos e Fabrício Júnior

Por Lucas Renan Domingos e Fabrício Júnior

15 min de leitura

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Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C

A temporada de 2025 do Criciúma ficou marcada por um misto de sentimentos para o torcedor carvoeiro. As movimentações dentro e fora de campo fizeram com que o clube vivesse momentos de oscilação em competições, mas também deixaram marcas positivas no ano.

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Em 54 jogos, entre Campeonato Catarinense, Série B do Brasil e Copa do Brasil, o Tigre jogou 54 partidas, vencendo 25, empatando 16 e perdendo 13. O torcedor carvoeiro soltou o grito de gol em 67 vezes no ano e lamentou em 47 oportunidades, quando os adversários balançaram as redes defendidas pelos arqueiros do clube.

Quem mais fez a torcida do Tigre comemorar gols foi o atacante Diego Gonçalves, com nove anotados. Já o capitão Rodrigo foi o atleta que mais vestiu a camisa do Criciúma na temporada. O zagueiro esteve em campo em 52 partidas.

Além dos números, o Portal Engeplus relembra nesta reportagem as movimentações fora das quatro linhas, com eleições para o Conselho Deliberativo e na Diretoria Executiva. O ano também foi marcado pela demissão de um técnico, fato que não ocorria desde 2021, além das saídas de dois executivos de futebol.

DENTRO DE CAMPO

A frustração interrompeu a busca pelo ‘tri’

O triunfo diante do Avaí por 3 a 0, no dia 22 de fevereiro, na Ressacada, com dois gols de Werik Popó e um de João Carlos, fez com que o torcedor do Tigre acreditasse cada vez mais no tricampeonato catarinense. A vitória avassaladora em cima do Leão deixou o Criciúma na primeira posição ao término da primeira fase do estadual, fazendo com que o clube decidisse o título em casa, em uma eventual chegada à decisão.

Porém, os comandados de Zé Ricardo precisariam passar por mais dois obstáculos para colocarem o time na final. Logo nas quartas, em jogo único, o Criciúma recebeu o Joinville no Majestoso. Após um 0 a 0, sem muita criatividade por parte das equipes, o Tigre foi eliminado nas penalidades. A eliminação gerou críticas e instabilidade em relação a permanência do técnico no clube.

JEC elimina o Criciúma nos pênaltis após empate em 0 a 0 marcado por falta de criatividade. Foto: Celso da Luz. Criciúma E.C.

"Logicamente que o sentimento é de tristeza. Acho que não é diferente para o nosso grupo, para o torcedor. O que faltou hoje foi a gente ter conseguido concluir em gol, as chances nós criamos e foram muitas. Buscamos até o final, lutamos, a equipe tentou até o último minuto, batalhou, mas hoje não fomos felizes na efetivação de fazer o gol”, explicou Zé Ricardo, na ocasião.

Início ruim e queda

Com a precoce eliminação nas quartas de final do Campeonato Catarinense, competição que era considerado favorito, o Tigre começou a Série B pressionado. Sob o comando do técnico Zé Ricardo, o time carvoeiro conseguiu apenas uma vitória nas seis primeiras rodadas da segunda divisão nacional.

Nas duas primeiras partidas da competição, vieram as derrotas para Operário-PR (em casa) e Athletico-PR (fora). Na terceira rodada, o Criciúma conquistou uma vitória convincente por 4 a 0 sobre o Athletic. Mas, logo na sequência, vieram os empates contra Novorizontino e Remo e depois a derrota no clássico diante da Chapecoense, que culminou no desligamento de Zé Ricardo.

Zé Ricardo em seu último jogo no comando técnico do Criciúma - Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

O treinador deixou o clube após 21 partidas nas disputas do Campeonato Catarinense, no título da Recopa Catarinense, Série B do Brasileiro e na classificação para a terceira fase da Copa do Brasil.

Os aproveitamentos da equipe sob o comando técnico foram de 100% na Copa do Brasil, 58,33% no estadual e apenas 27,78% no Brasileirão.

Resultados do Criciúma na Série B com Zé Ricardo como técnico:

Criciúma 0 x 2 Operário-PR

Athletico-PR 2 x 1 Criciúma

Criciúma 4 x 0 Athletic

Novorizontino 1 x 1 Criciúma

Criciúma 1 x 1 Remo

Chapecoense 2 x 1 Criciúma


O Tigre de Eduardo Baptista

Antes mesmo de anunciar oficialmente a saída de Zé Ricardo, o Tigre já havia alinhado o contrato com Eduardo Baptista. O nome, constantemente especulado no tricolor carvoeiro em trocas de treinadores, foi finalmente confirmado no comando da comissão técnica do clube.

Mas o início não foi simples. O técnico assumiu o tricolor na 15ª colocação e apenas um ponto de distância da zona de rebaixamento. E, até que o time começasse a reverter a situação difícil, levou tempo. Mais especificamente três rodadas.

A estreia de Baptista foi com um empate com o Volta Redonda em casa. Depois, duas derrotas. Uma para o CRB (fora) e outra para o Coritiba (em casa), para ampliar a situação crítica na tabela, que assumia naquele momento a vice-lanterna, com apenas seis pontos conquistados. Naquela altura, a sequência de seis jogos sem vitórias.

A ‘virada de chave’

O cenário desfavorável começava a mudar a partir da décima rodada. Foi quando o Tigre conquistou a primeira vitória com Batista como técnico. No Estádio da Curuzu, em Belém (PA), o tricolor venceu o Paysandu por 1 a 0.

A partir daquele momento, o Criciúma iniciava uma arrancada impressionante na Série B do Campeonato Brasileiro. Em 19 jogos, o Tigre conquistou 13 vitórias, quatro empates e somente duas derrotas. Um aproveitamento de 75%.

Com essa sequência, o tricolor deu um salto na tabela, deixando a penúltima posição e chegando na liderança da competição, com 49 pontos, faltando dez rodadas para o fim da segunda divisão do Brasileirão.

Rodrigo comemora gol na vitória sobre o Coritiba, resultado que deixou Tigre na liderança da Série B - Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

No meio deste percurso, o técnico do Criciúma precisou reformular a base da sua equipe titular pelo menos três vezes. Desde quando chegou ao clube, Baptista impôs uma formação com três zagueiros, priorizando a consolidação da defesa, sem deixar a ofensividade.

Só que foi justamente as peças defensivas que mais trouxeram desafios ao treinador. Primeiro, perdeu Marcelo Hermes, emprestado ao Juventude. Na sequência, o volante Zé Gabriel, que atuava como terceiro zagueiro, e não renovou com o Tigre. E teve ainda a saída do zagueiro Marcelo Benevenuto, emprestado pelo Fortaleza e que precisou retornar ao clube nordestino.

Os jogos que resultaram na arrancada tricolor (da décima até a 28ª rodada) :

Paysandu 0 x 1 Criciúma

Criciúma 1 x 0 Vila Nova

Criciúma 3 x 2 Amazonas

América-MG 1 x 1 Criciúma

Criciúma 1 x 2 Avaí

Goiás 1 x 1 Criciúma

Criciúma 2 x 1 Ferroviária

Atlético-GO 0 x 1 Criciúma

Botafogo-SP 0 x 2 Criciúma

Criciúma 1 x 0 Cuiabá

Operário 1 x 0 Criciúma

Criciúma 4 x 2 Athletico-PR

Athletic 1 x 1 Criciúma

Criciúma 2 x 0 Novorizontino

Remo 0 x 1 Criciúma

Criciúma 2 x 0 Chapecoense

Volta Redonda 0 x 0 Criciúma

Criciúma 1 x 0 CRB

Coritiba 0 x 2 Criciúma


Oscilação com preocupação

A vitória sobre o Coxa, o vice-líder, jogando na casa do adversário e fazendo o Criciúma assumir a tabela da segunda divisão, causou euforia. A animação, porém, logo foi freada. Na 29ª rodada, o time carvoeiro recebeu o lanterna Paysandu no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC), e perdeu com um placar elástico, 4 a 2.

Com aquela derrota, o Tigre iniciava uma oscilação. Em sete jogos, conseguiu apenas uma vitória, além de três derrotas e mais três empates. A sequência fez o time deixar a zona de classificação para a primeira divisão na 34ª rodada.

Uma nova vitória veio somente na 36ª rodada, com um placar tímido de 1 a 0, diante do Atlético-GO, no Majestoso. Depois, mais um triunfo, também em casa, com um 2 a 0 aplicado sobre o Botafogo-SP.

Torcida carvoeira deu show na Série B do Campeonato Brasileiro. Jogo contra o Botafogo teve 19.222 torcedores presentes no Heriberto Hülse. Foto: Celso da Luz/Criciúma E.,C

‘Jogaram água no chope’

O famoso ditado que remete à algum momento frustrante, impedindo uma comemoração, fez jus ao que o torcedor do Tigre viveu no dia 23 de novembro. O Criciúma chegou à última rodada da Série B do Campeonato Brasileiro dependendo apenas de si para retornar à elite do futebol nacional.

Já sem chances de acesso ou rebaixamento, o Cuiabá tinha apenas uma missão: complicar a vida do Tigre. Para a tristeza dos carvoeiros, a missão foi concluída.

Em uma rodada com diversas possibilidades, a equipe catarinense poderia subir até mesmo com uma derrota, caso a Chapecoense não vencesse. Com o triunfo da equipe do Oeste e uma vitória do Remo diante do Goiás, o Criciúma subiria com um empate. Porém, o drama começou ainda no primeiro tempo, quando Felipinho recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o time com um a menos em campo.

Felipinho recebeu o papel de ‘vilão’ após expulsão em jogo que tirou o acesso do Tigre. Foto: Rafaela Custódio/Portal Engeplus.

O chope preparado para a festa do acesso no Parque das Nações não seria mais consumido no dia 23. Os goles que ainda foram dados naquele dia remeteram à frustração que foi concretizada aos 11 minutos da etapa complementar, quando David Miguel passou com facilidade por Matheus Trindade e acertou um belo chute, de fora da área, no ângulo esquerdo de Alisson.

Abatido e sem forças, o Criciúma não conseguiu esboçar reação e pouco perigo ofereceu ao Cuiabá, que fez a festa na vazia Arena Pantanal. O Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, teve uma noite tranquila de domingo.

Os torcedores que iriam receber a delegação em com o voo fretado não tinham mais motivos para euforia e partiram para suas casas, pois a segunda estava logo ali. E não era o dia da semana.

O insucesso na luta pelo acesso, fez com que o clube ficasse ainda sem vaga garantida na Copa do Brasil de 2026, uma vez que não conseguiu a vaga também pelo Catarinense e nem pela Copa Santa Catarina, competição que falaremos a seguir.

Festa do acesso foi cancelada após derrota em Cuiabá. Foto: Patrick Stüpp/Portal Engeplus.

Estatísticas do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro

Jogos: 38

Vitórias: 17

Empates: 10

Derrotas: 11

Gols marcados: 47

Gols sofridos: 33

Maior vitória: 4 x 0 (Athletic, na terceira rodada)

Maior derrota: 4 x 2 (Paysandu, na 29ª rodada)

Artilheiros no ano:

Diego Gonçalves: 9 gols

Rodrigo: 7 gols

Nicolas: 7 gols

Jhonata Robert: 6 gols

Jean Carlos: 3 gols

João Carlos: 2 gols

Marcelo Hermes: 2 gols

Marcinho: 2 gols

Matheus Trindade: 2 gols

Borasi: 1

Morelli: 1

Fellipe Mateus: 1

Gui Lobo: 1

Jonathan: 1

Juninho: 1

Werik Popó: 1

Assistências:

Jhonata Robert: 5

Felipinho: 5

Marcinho: 5

Marcelo Hermes: 3

Diego Gonçalves: 2

Rodrigo: 2

Morelli: 1

Fellipe Mateus: 1

Gui Lobo: 1

Jean Carlos: 1

João Carlos: 1

Juninho: 1

Léo Alaba: 1

Luiz Henrique: 1

Nicolas: 1

Neto Pessoa: 1

Werik Popó: 1

Insucesso na Copa Santa Catarina

Para não tirar o foco do grupo principal da Série B do Campeonato Brasileiro, o departamento de futebol, comandado por Ítalo Rodrigues, entendeu que a melhor opção seria formar uma equipe com o foco total na competição estadual, não utilizando os protagonistas do time principal. Com isso, o Criciúma foi ao mercado, contratou atletas específicos para a Copa Santa Catarina, repatriou atletas revelados no CT Antenor Angeloni que estavam emprestados e deu minutagem aos que não atuavam.

Nem mesmo a comissão técnica foi a mesma. Coube a Amauri Barasuol e Gabriel Carvalho a responsabilidade de buscar uma vaga na Copa do Brasil por meio da competição estadual.

Após a classificação antecipada na liderança do grupo na primeira fase, o Tigre teve que bater de frente com o mesmo fantasma que o assolou no início do ano. Mas uma vez em quartas de final, dentro do estádio Heriberto Hülse, a equipe carvoeira foi eliminada pelo JEC nos pênaltis.

O resultado foi mais uma marco das frustrações que o torcedor carvoeiro viveu ao ver o time em campo em 2025.

Criciúma não alcança objetivo na Copa SC ao ser eliminado mais uma vez pelo JEC. Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

FORA DE CAMPO

A instabilidade iniciou cedo

Haviam se passado apenas três dias do ano quando o cenário administrativo do Criciúma deu indícios de que também atrairia seus holofotes em 2025. No dia 3 de janeiro, o então presidente do clube, Alexandre Farias, assinou a carta de renúncia, deixando assim a executiva sob o comando de Valter Minotto até o fim da temporada.

Seria um processo natural, caso não fosse a segunda renúncia seguida da atual gestão e no processo seguinte para definir os dois novos presidentes não fossem eleitos gestores considerados da ‘oposição’.

A primeira eleição do ano foi para o cargo de vice-presidente administrativo, no dia 15 de janeiro. Guto Silva conquistou a maioria dos votos. Ele foi eleito com 82 contra 61, conquistados por Gelson Dagostin, concorrente na disputa.

Pouco mais de um mês depois, Clementino Bolan foi eleito vice-presidente financeiro do Criciúma Esporte Clube. Com a presença de 131 conselheiros, sendo 21 vitalícios e 110 transitórios, Clementino Bolan recebeu 80 votos e Deloir Brunelli 50, sendo um voto em branco.

As disputas indicavam que a eleição do Conselho Deliberativo seria acirrada com duas chapas. O pleito, que ocorreu no dia 4 de junho, trouxe a chapa ‘Criciúma Para o Futuro’, com apoio ao presidente na ocosião Valter Minotto, enquanto a chapa ‘Revigoração’, gestora do conselho na época, estava ao lado de Guto e Bolan.

A separação dos nomes da executiva em grupos diferentes era um exposição clara do racha interno no clube.

Mudança no departamento de futebol

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A crise no Criciúma aumentou com os resultados ruins dentro de campo e respingou no departamento de futebol. No dia 4 de março, o executivo Juliano Camargo e o gerente de futebol Éder foram desligados do clube. A ação pegou de surpresa os profissionais, principalmente o ex-atacante, que recebeu a informação inicialmente por veículos de comunicação.

Com uma ‘trégua' na crise interna, Guto teve autonomia para apresentar um novo nome para o departamento de futebol. No dia 13 de março, em meio a janela de transferências, o Criciúma anunciou Ítalo Rodrigues como novo executivo.

O profissional seria o responsável pela reformulação do elenco que sucumbiu no Catarinense e iniciou de forma ruim a Série B do Campeonato Brasileiro. Além de atuar na montagem do grupo, Rodrigues também trouxe peças para outros departamentos internos relacionados ao futebol.

Ítalo Rodrigues fez elogios ao clube em sua apresentação. Foto: Mateus Mastella/Arquivo Engeplus.

Ação marcante do executivo

Das contratações feitas por Rodrigues em 2025, o maior legado ficou no comando técnico. Foi o executivo quem trouxe Eduardo Baptista ao Criciúma após a demissão de Zé Ricardo. O técnico tirou o clube da zona de rebaixamento da Série B e ‘beliscou’ uma vaga na Série A.

Mudança no Conselho Deliberativo

Em meio ao caótico cenário vivido dentro de campo, o Criciúma travava uma disputa acirrada internamente. No dia 4 de junho, o clube teve um norte do que seriam os próximos anos com a eleição do Conselho Deliberativo, que daria um direcionamento de qual lado venceria a eleição executiva no fim do ano.

A chapa de oposição “Criciúma Para o Futuro” venceu a eleição. Foram 316 votos para os vencedores e 210 para a chapa “Revigoração”. Líder do grupo vencedor, futuramente Lucas Farias se tornaria o presente do conselho.

Apesar de estar alinhada ao presidente da época, a chapa não tinha conexão com o executivo de futebol e o receio de mais crises internas predominava, principalmente envolvendo os investimentos na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro.

‘Criciúma Para o Futuro’ vence eleição do Conselho Deliberativo. Foto: Fabrício Júnior/Portal Engeplus.

Canella é o novo presidente

Torcedor fanático do Tigre, enfim, em 2025, Pedro Paulo Milanez Canella teve a oportunidade de ser eleito presidente do Criciúma. A eleição, que contou com a inscrição de apenas uma chapa, foi realizada na última semana de novembro.

O novo gestor assumiu o clube em meio a um cenário conturbado com o insucesso na busca pelo acesso. A permanência na Série B fez com que as projeções de receitas para 2026 diminuíssem, não correspondendo o investimento feito para acender à Série A.

Canella tem a missão de reformular administrativamente o Criciúma. Sem a ‘fartura’ que iniciou 2025, o Tigre tenta manter um grupo competitivo para a próxima temporada.

Canella foi eleito para comandar o Criciúma nas próximas temporadas. Foto: Mateus Mastella/Arquivo Engeplus.

Ítalo deixa o Criciúma

Dois dias após assumir o Criciúma, Canella participou de uma reunião, junto com o presidente do conselho deliberativo e de Ítalo Rodrigues, que definiu a saída do executivo. O encontro que selou a saída ocorreu no período da manhã no estádio Heriberto Hülse, mas internamente a saída do profissional já era dada como certa na véspera do encontro.

Em seus últimos atos como executivo de futebol do clube, Rodrigues renovou o contrato de Eduardo Baptista até o fim de 2027, além do lateral-direito Marcinho e o atacante Diego Gonçalves, que seguirão no Criciúma.

Após saída do Tigre, Ítalo Rodrigues acertou com o Sport. Foto: Fabrício Júnior/ Arquivo Portal Engeplus.

Novos nomes no departamento de futebol

O mês de dezembro foi marcado pela apresentação de novos nomes no departamento de futebol. No dia 3, o Criciúma anunciou oficialmente o retorno de Éder, como diretor da pasta. Já no dia 17, Thiago Gasparino foi anunciado como executivo. A dupla trabalha em conjunto com Emerson Almeida e com a comissão técnica de Eduardo Baptista na montagem do time para 2026.

Gasparino é apresentado no Tigre. Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

Novos nomes no grupo de jogadores

Na preparação para a próxima temporada, o Criciúma já oficializou as contratações do zagueiro César Martins, do volante Alisson e do atacante Waguininho. Além deles, o volante Eduardo de Biasi já trabalha com o grupo carvoeiro. Revelado pelo Tigre, o atleta que retorna ao time carvoeiro, marcou o gol da vitória no jogo-treino contra o Santa Catarina nesta semana.

Fechando ano com demissões

O processo de reformulação interna do Tigre resultou na demissão de profissionais ligados ao futebol. No dia 12 de dezembro, o clube anunciou a demissão do gerente de futebol, Wilson Vaterkemper, do supervisor de futebol profissional, Tiago Neoti e do analista de mercado, Matheus Carneiro. Nas categorias de base encerram-se as atividades do gerente Sérgio Marcos Lopes, do coordenador técnico de campo, Evandro Guimarães, do técnico do Sub-20, Gabriel Carvalho, e do técnico do Sub-15, Wildnei Soares Cardoso, o Gelinho.

Preparação para 2026

Dentro de campo, o Criciúma está na pré-temporada para o ano de 2026. Fora das quatro linhas, a direção segue trabalhando na montagem do elenco. Além dos nomes citados na reportagem, o clube confirmou também as renovações de contrato do zagueiro Rodrigo, do atacante Georgemy e do atacante João Carlos. Em contrapartida, a direção carvoeira comunicou também as saídas de Jean Carlos para a Chapecoense e de Matheus Trindade para o Operário (PR).

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