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Revisão da concessão pode prever ônibus elétricos no transporte coletivo de Criciúma em 2026

Transporte público

A concessão é revisada a cada três anos, e 2026 será o momento de promover ajustes

Por Rafaela Custódio18 de dezembro de 2025 2 min de leitura
Fernando Ogura/SMCS-Curitiba/Ilustrativa

A cidade de Criciúma estuda a possibilidade de iniciar a transição da frota do transporte coletivo para ônibus elétricos a partir de 2026. O prefeito Vagner Espindola, afirmou ao Portal Engeplus, que o tema já está em discussão com as empresas concessionárias e deve integrar a revisão do contrato de concessão do transporte coletivo, prevista para ocorrer ao longo do próximo ano.

Conforme o prefeito, a concessão é revisada a cada três anos, e 2026 será o momento de promover ajustes importantes no sistema. Entre eles, está a possibilidade de substituir, inicialmente, os 18 ônibus (amarelinho) que operam no eixo central da cidade por veículos elétricos. O chefe do Poder Executivo destacou que, atualmente, essa alternativa não está prevista de forma clara no contrato e, por isso, a inclusão da tecnologia será um dos pontos debatidos na próxima revisão.

"As empresas deverão apresentar um plano de investimentos ao município. Mas, os custos da eventual mudança não poderão ser repassados aos usuários por meio do aumento da tarifa. Para 2026, não haverá reajuste na passagem, muito pelo contrário, vamos trabalhar para reduzir o valor da tarifa”, afirmou.

Segundo o prefeito, a estratégia para atrair mais usuários ao transporte coletivo passa pela oferta de preços mais acessíveis, maior conforto e ampliação das linhas. “Estamos dispostos a dialogar com as empresas e buscar alternativas de financiamento junto a órgãos competentes para viabilizar os investimentos necessários”, comentou.

A revisão da concessão ocorrerá ao longo de todo o próximo ano, com estudos já em andamento pela equipe técnica da prefeitura. A expectativa é que as primeiras definições sejam concluídas no primeiro semestre de 2026. Espindola destacou que, caso o município precise realizar algum tipo de aporte financeiro, esse valor deverá ser compensado posteriormente na tarifa, reforçando a importância dos estudos econômicos e do plano de negócios.

“Os custos dos ônibus elétricos estão diminuindo com o aumento da produção em escala, tornando a transição mais viável. A mudança da frota é inevitável, restando agora definir o ritmo e as condições dessa implantação em Criciúma”, pontuou.

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