Chuva em Criciúma
Rio sobe o nível, mas não alaga casas no bairro Sangão
Audiência pública para ouvir anseios da comunidade pode acontecer nos próximos dias
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A noite foi um misto de tensão e alívio no bairro Sangão em Criciúma. A forte chuva na madrugada desta quarta-feira, dia 3, deixou moradores preocupados com a possibilidade de uma nova enchente na localidade, o rio até subiu cerca de dois metros, mas não transbordou.
O tempo firme desta quarta foi comemorado pelo presidente da Associação de Moradores do bairro Sangão, Diego Selau. “Caso não tivesse parado de chover, com certeza estaríamos erguendo os móveis neste momento”, explica.
Em maio, um temporal assolou a região e deixou o bairro alagado. Com a cheia, os moradores perderam móveis e ainda convivem com mofo. Naquela ocasião, uma moradora chegou a ficar ilhada com seus três filhos. Enquanto sofrem com o risco de novas inundações, os moradores cobram do poder público a limpeza adequada do rio Sangão, que quando transborda atinge também o bairro Cidade Alta em Forquilhinha. Além do mais, eles pedem a pavimentação de pelo menos seis ruas do bairro.
Cheia ocorrida em maio deixou marcas nas casas próximas ao Rio Sangão (Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus)

Segundo o vereador Salésio Lima, que preside a Comissão de Obras, Transporte, Indústria, Comércio, Abastecimento e do Trabalho, da Câmara de Vereadores, uma audiência pública não está descartada para tratar o assunto. “Tivemos ali na semana passada. Levamos o problema para a secretária (de obras, Kátia Smielevski) e ela se comprometeu levar a máquina para desobstruir o rio, exceto nas partes que necessitam de liberação dos órgão ambientais. Se isso não acontecer, vamos fazer uma audiência pública”, explica.
O requerimento para a audiência já está assinado pelos quatro membros da comissão. No mês passado, o bairro Quarta Linha recebeu uma Audiência Pública para tratar as enchentes em Criciúma.
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