Rússia prende oito envolvidos na explosão de ponte da Crimeia
Russos, armênios e ucranianos estão sendo investigados

Em mais um dia tenso no cenário internacional, a Rússia deteve hoje (12) oito pessoas envolvidas no ataque à ponte da Crimeia. A ação foi classificada pelo presidente Vladimir Putin como terrorista. Durante a semana, em retaliação, a Rússia lançou mais de 80 mísseis atingindo cidades em regiões diferentes do país.
As ações russas novamente levam à condenação da guerra promovida pela Rússia por líderes de países europeus e pelo presidente dos EUA, Joe Biden, que afirmou em entrevista exclusiva à CNN que Putin errou no cálculo da duração da guerra. Os EUA continuam a apoiar militarmente a Ucrânia, mas recentemente aos repórteres na Casa Branca assessores militares garantiram que o país não tem interesse de envolver a Rússia em uma terceira guerra mundial em nível nuclear.
Segundo a agência russa TASS, pelo menos 12 cúmplices que planejaram o ato de terror na ponte da Crimeia foram identificados até agora. Três ucranianos, dois georgianos e um armênio estavam por trás do plano de organizar a entrega de explosivos da Bulgária, primeiro para a Geórgia e depois para a Armênia. Outro cidadão ucraniano, bem como cinco russos identificados, prepararam documentos para uma empresa inexistente da Crimeia receber os explosivos.
A Assembleia Geral da ONU, composta por 193 países, deve votar nas próximas horas uma resolução condenando as anexações ilegais das regiões ucranianas pela Rússia. Os diplomatas russos foram vencidos em uma proposição para que a votação fosse secreta. A pressão sobre os embaixadores de cada país na ONU aumenta com uma votação aberta.
A Índia, a China e o Brasil se abstiveram recentemente de uma votação no Conselho de Segurança condenando a Rússia pela anexação ilegal das quatro regiões ucranianas e exigindo o cessar imediato da violência e a necessidade de negociações para a paz.



