Safra da tainha: cota de captura tem acréscimo de 20% para 2026
Incremento
Será permitida a pesca de 8,1 mil toneladas do peixe no Sul e Sudeste do Brasil

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) atualizaram as cotas de captura de tainha para a temporada de 2026. Os volumes permitidos serão 20% maiores para todas as modalidades em relação ao ano anterior.
Ao todo, poderão ser pescadas 8.168 toneladas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. O limite, segundo os ministérios, foi discutido em reuniões do Grupo de Trabalho da Tainha (GT Tainha) que possui representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Os 20 encontros reuniram mais de 800 pessoas.
Como ficaram as cotas:
Cerco/traineira: passou de 600 para 720 toneladas.Emalhe anilhado: passou de 970 para 1.094 toneladas.
Emalhe costeiro de superfície: passou de 1.725 para 2.070 toneladas.
Arrasto de praia: passou de 1.100 toneladas para 1.332 toneladas.
Estuário da Lagoa dos Patos: passou de 2.300 para 2.760 toneladas.
Em Santa Catarina, a modalidade mais tradicional é o arrasto de praia. A presidente da Colônia de Pescadores Z-33, de Balneário Rincão, Maria Aparecida Luciano, a Cida, vê como positiva as cotas definidas pelo governo federal. No ano passado, os pescadores de aproximadamente 500 famílias da região capturaram mais de 100 toneladas do peixe.
“Ano passado, a cota era menor e conseguimos pescar aproximadamente 110 toneladas. Foi uma safra positiva. Este ano a cota aumentou e agora precisamos aguardar e torcer para que as condições climáticas nos ajudem e que venham bastante tainhas para a nossa região”, pontuou Cida.

A Colônia Z-33 trabalha para os associados estarem prontos para a safra. “As nossas canoas estão regularizadas e estamos ajustando as documentações de mais de 1,1 mil pescadores”, pontuou a presidente.
A portaria altera também os procedimentos de encerramento do emalhe anilhado, visando evitar extrapolação de cota.
Estado avalia
A cota da safra da tainha foi tema de embate entre o governo federal e a Secretaria de Estado de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ). O Governo de Santa Catarina questionou a limitação da captura de 1,1 mil toneladas, sob o argumento de que a medida prejudicaria os pescadores catarinenses. A portaria do MPA e do MMA chegou a ser judicializada.
Questionada sobre o incremento de 20% para a safra deste ano, a SAQ informou que está analisando as novas regras e não descarta nova judicialização.



