'Procuraram a pessoa errada’
Salvaro diz que prefeitura não tem responsabilidade sobre imbróglio entre trabalhadores e Isev
Ex-funcionários da Casa de Saúde do Rio Maina protestaram durante evento da prefeitura
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Alvo de manifestação de ex-funcionários da Casa de Saúde do Rio Maina, o prefeito de Criciúma Clésio Salvaro se pronunciou sobre o imbróglio. Segundo o chefe do executivo, a prefeitura não possui ligação com o processo envolvendo a dívida trabalhista de R$ 2 milhões cobrada pelos trabalhadores junto ao Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev).
Nessa terça-feira, dia 28, liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), os ex-funcionários se manifestaram em frente e dentro do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar pós-Covid-19, que funciona no mesmo local que abrigava a Casa de Saúde do Rio Maina. Lá, o prefeito participava de um ato pelo primeiro ano de funcionamento do serviço de reabilitação.
Secretário de saúde conversou com manifestantes. (Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus)

Para o Sindisaúde, o R$ 1,8 milhão pago pela prefeitura na aquisição do imóvel deveria ter sido transferido para uma conta judicial, mas o prefeito discorda. “Vieram no lugar errado, na hora errada e conversaram com a pessoa errada. Este hospital era particular, o município de Criciúma, como é de costume do nosso governo, comprou e pagou o hospital. Não temos nada a ver com o Isev, que veio aqui para o município de Criciúma e fez um monte de lambança, mas a relação aqui era de particular, não tinha nada a ver com o setor público”, afirmou o prefeito em entrevista ao Portal Engeplus.
Salvaro também explicou que a contratação dos funcionários não teve anuência do poder público municipal, ficando restrito a uma negociação entre empresas do setor privado. E recomendou que o Sindisaúde procure uma resolução junto ao Isev e o antigo dono do imóvel.
“Nós compramos e pagamos, se eles acham que tem direito, e acho que tem, eles tem que procurar quem os contratou. Quando foram contratados não tiveram anuência ou consentimento do poder público municipal. Isso aqui foi uma relação de empresa para com empresa. O poder público não participou desta negociação, então não tem nada a ver conosco”, justificou.
Então vieram no lugar errado, na hora errada, pra falar com a pessoa que não é a que tem atribuição de resolver este problema. Eles tem que procurar quem vendeu o hospital para o município. E tem que procurar o Isev.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma
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O primeiro ato dos ex-funcionários aconteceu em frente à antiga Casa de Saúde do Rio Maina. Depois eles entraram no local e foram atendidos pelo secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, que ouviu as reivindicações.
A partir de agora, os trabalhadores devem montar uma comissão para depois agendar reuniões com o Paço Municipal e Câmara de Vereadores para tratar do assunto. No cronograma do Sindisaúde, novas manifestações estão programadas e podem acontecer na próxima semana na prefeitura e em frente à clínica do ex-proprietário da Casa de Saúde do Rio Maina.
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