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Samu segue operando nesta quinta, mas pode ser paralisado por falta de quitação do 13° salário

Reunião entre MPT, Sindsaúde e OZZ Saúde acontece entre hoje e amanhã

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está operando normalmente nesta quinta-feira, dia 23, na região Sul do Estado. A previsão era que os trabalhadores não cumprissem a partir de hoje o restante do aviso prévio dado pela empresa OZZ Saúde, administradora do serviço em Santa Catarina, pela falta de pagamento da segunda parcela do 13° salário.

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Entre hoje e amanhã, o Ministério Público do Trabalho (MPT) vai intermediar de forma virtual uma reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) e a OZZ Saúde. Caso o resultado não agradar os trabalhadores, a tendência é pelo não cumprimento do aviso prévio, o que prejudicaria o serviço nesta reta final de ano.

O presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido, diz que o sindicato vai solicitar ao MPT uma liminar bloqueando junto à empresa o valor que teria sido repassado pelo Governo do Estado para o pagamento do 13°. O montante que resta quitar está na ordem de R$ 375 mil.

“O Ministério Público do Trabalho (MPT) fez contato ontem a pedido do Governo do Estado para intermediar a situação. Estão chamando o OZZ para a audiência. Estamos aguardando para definir. O sindicato solicita ao MPT que entre com uma liminar para bloquear a OZZ para obter os valores que o estado repassou para pagar o 13° e a empresa não pagou”, justifica.

Regime emergencial

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Ainda sem definição sobre o futuro gestor do Samu em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde deve contar com a Fundação de Apoio ao Hemosc e ao Cepon (Fahece) para gerir o serviço de forma compartilhada até que o processo de licitação seja encerrado. O líder sindical explica que o Governo do Estado garantiu a manutenção dos atuais servidores do Samu e espera uma administração comprometida com os trabalhadores.

“Vai ser uma administração compartilhada emergencialmente até ser definida a empresa. A Fahece vai cuidar do RH (Recursos Humanos) neste período até a definição. Serão todos mantidos conforme prometido pelo Governo do Estado e pela própria Fahece, que administra o Hemosc. Penso que é muito importante dar segurança aos trabalhadores e ao próprio atendimento. Não pode ser uma empresa que vem somente para buscar o dinheiro”, argumenta Cândido.

O impasse entre trabalhadores, OZZ Saúde e Governo do Estado tem sido rotina. O último deles aconteceu em meados de setembro e terminou em greve. Dentro do pacote de soluções que fizeram parte do acordo que deu fim à paralisação, estava o reajuste salarial de 18,24% dividido em quatro meses, no percentual de 4,56% ao mês. O líder sindical explica que apenas uma parte da reposição salarial foi cumprida.

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