Saúde

Santa Catarina tem mais de 700 pessoas na fila por transplante de córnea

Doação de órgãos

Captação de tecidos oculares pode ser feita em Criciúma; saiba onde e como doar

Por Ariadne Marcelino18 de setembro de 2026 3 min de leitura
Ilustrativa | Pixabay

Dados do primeiro semestre de 2026, referentes à doação e transplantes em Santa Catarina, identificaram que atualmente 721 pessoas aguardam por um transplante de córnea. O balanço, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde junto da Central Estadual de Transplantes, mostra que a fila é a segunda maior entre os transplantes no Estado, atrás apenas da renal, que soma 894 pacientes.

Criciúma está entre os municípios catarinenses com pontos de captação de tecidos oculares para a realização de transplante. No Hospital São José, em 2026, foram feitas 19 captações, sendo o nono hospital catarinense com maior número de doações, atrás de instituições de Florianópolis, Joinville, Chapecó, Blumenau e São Bento do Sul. Na região Sul, a captação também é realizada no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.

Segundo o enfermeiro Maicon Cassemiro, o trabalho consiste na retirada do tecido após a morte do potencial doador. Depois da captação, é feito encaminhamento a um dos três Bancos de Olhos, localizados na capital, em Chapecó e em Joinville. Nesses locais, são realizados exames e avaliações para verificar se a córnea pode ser utilizada em um transplante. Ao Portal Engeplus, Cassemiro explicou que pessoas entre dois e 70 anos podem ser potenciais doadoras, desde que atendam aos critérios avaliados pela equipe.

“O melhor caminho sempre é manifestar em vida o desejo de ser doador de órgãos ou de tecido ocular. Sempre. É o melhor caminho para a gente poder fazer esse procedimento”, destacou. Ele ainda frisa a importância da comunicação com familiares próximos, que têm a palavra definitiva. Conforme explicou, quando um paciente é identificado como potencial doador, a equipe avalia seu histórico de saúde e os exames disponíveis e, caso esteja apto, realiza a conversa com os familiares. Caso a família recuse, o procedimento não é realizado.

O transplante pode ser indicado quando a córnea perde sua integridade e tratamentos específicos não conseguem recuperar a visão ou preservar a função do olho. Entre as condições que podem levar à necessidade do procedimento estão ceratocone, úlceras, infecções, traumas, distrofias e degenerações.

“No Estado, temos mais de 700 pessoas aguardando na fila do transplante, porém, existe também uma lista de prioridades. Uma pessoa cega, por exemplo, acaba passando na frente de alguém que tem uma perda parcial de visão”, pontuou. Apesar da demanda, a córnea também é o tecido com maior número de transplantes realizados em Santa Catarina. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no primeiro semestre de 2026 foram 474 procedimentos realizados.


Compartilhar:

Notícias relacionadas