SC-108: pavimentação da rodovia entre Praia Grande e Jacinto Machado pode ser paralisada
De novo
Obra se arrasta desde 2022 e ainda está longe de ser concluída

A pavimentação da SC-108 entre Jacinto Machado e Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, pode ser paralisada mais uma vez. A empresa responsável pela execução diminuiu o ritmo dos trabalhos e anunciou a possibilidade de abandonar a obra.
Desde 2022, o trecho vem recebendo melhorias, mas, no mesmo ano, os serviços foram paralisados por conta de problemas com a compra de seixo rolado, tipo de pedra utilizada para a construção da base da pavimentação. Somente no ano seguinte, a pavimentação foi retomada e ainda segue longe de ser concluída.
Os trabalhos estão em fase de terraplanagem. O secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, Ricardo Grando, afirmou que a empresa vencedora da licitação está alegando prejuízo com a obra. “Fomos procurados pela empresa e informados da intenção da empresa em se retirar da obra. Isso acarreta multas contratuais e a empresa foi alertada disso”, disse.
O Governo de Santa Catarina aguarda um posicionamento definitivo licitante para definir qual será o futuro da obra. “Se sair do contrato, ou a gente chama a segunda colocada na licitação, ou fazemos uma nova licitação. A parte pior, a da terraplanagem, já foi atacada. E se a empresa não continuar vamos encontrar outra que consiga tocar”, acrescentou Grando.

Redução de 70%
O deputado estadual Zé Milton Scheffer (PP) acompanha os desdobramentos do assunto. Ele visitou a rodovia e concluiu que a empresa responsável pela execução do projeto diminuiu o ritmo de trabalho em 70%.
“Eu recebi mensagens dizendo que as obras na SC-108 entre Jacinto Machado e Praia Grande estavam sendo paralisadas. Verifiquei que a empresa reduziu em 70% o volume de trabalho na rodovia. A rodovia está com trechos intrafegáveis, dificultando ainda mais a vida das pessoas que precisam da rodovia todos os dias”, destacou o deputado.
O parlamentar encaminhou uma audiência com o governador Jorginho Mello para tratar sobre o assunto. “Eu fui informado pelo governo do estado que não está faltando dinheiro e não existem pagamentos em atraso. É revoltante que a empresa, mais uma vez, atrase a conclusão da obra mais importante do Extremo Sul”, criticou.
O investimento estimado para a pavimentação é de R$ 67 milhões para um trecho de quase 32 quilômetros. Os trabalhos contemplam ainda drenagem, sinalização e construção de pontes. A obra faz parte do programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina.




