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‘Se dermos 2% de aumento, no final do ano, vai faltar R$ 400 mil’, afirma advogado sobre reajuste na Afasc

Criciúma

Alexandre Barcelos João afirmou que Afasc poderá ter déficit no fim de 2026

Por Rafaela Custódio06 de maio de 2026 3 min de leitura
Patrick Stüpp/Portal Engeplus/Ilustrativa

O advogado da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), Alexandre Barcelos João, afirmou, na tarde desta quarta-feira, dia 6, que, se a instituição der 2% de aumento, valor proposto no início das negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC), a instituição terá um déficit de R$ 400 mil ao fim de 2026.

“Esse déficit foi um esforço realizado pela direção. Dizendo assim, se tiver que bancar o mesmo aumento real do ano passado, ou se tiver que bancar, neste ano, os 2%, se nós dermos 2% de aumento, no final do ano, vai faltar R$ 400 mil. Então, teria o resto deste mês e ver qual é a mágica que se consegue fazer”, ressaltou em entrevista coletiva.

Segundo o advogado, internamente se acreditava que era possível resolver a situação financeira. “A antiga diretora, que acabou, em razão dessa pressão, achando que o ambiente não estava bom para ela implementar o trabalho que ela vinha desenvolvendo, ela até tinha uma ideia de que isso era possível ser absorvido com campanhas comunitárias, buscando outras fontes de receita, para que a gente pudesse ter a solução desse problema por agora. Mas a categoria não aceitou”, pontuou.

O advogado ressaltou que a Afasc trabalha com um contrato de gestão de 2022, que se encerra em 31 de dezembro de 2026, e que não há mais possibilidade jurídica de ser aditivado. “A receita é o saldo que ainda há para realizar todos os trabalhos que a Afasc se comprometeu por meio do contrato de gestão. Nós propusemos a eles uma condição: a gente está entendendo essa condição de vocês. Não é uma condição negocial, é uma condição jurídica. Se o piso é ou não aplicável à categoria, e nós entendemos que não é, então é uma questão jurídica, ela não é negocial e nós não podemos transformar esse pretenso direito em um dever econômico. A sociedade precisa ter regras claras sobre o que, de fato, acontece. E nós propusemos a eles exatamente isso”, finalizou.

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