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Sebrae planeja melhorias para atender empresas e fortalecer empreendedorismo

Nova diretoria da entidade em Santa Catarina esteve em Criciúma nesta quarta-feira

Por Redação Engeplus

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Foto: Jessica Rosso

Trabalhar o empreendedorismo em sala de aula, qualificar as empresas, levar informações inovadoras e apoiar o acesso ao mercado internacional fazem parte do planejamento que a nova diretoria do Sebrae de Santa Catarina fez para os próximos quatro anos de gestão. Além disso, fazer parcerias e melhorias internas no Sebrae, estão na pauta apresentada nesta tarde, dia 20, pelo diretor superintendente Carlos Henrique Ramos Fonseca, o diretor técnico, Luciano Pinheiro e o diretor administrativo financeiro, Anacleto Ângelo Ortigara. Eles estiveram na sede do Sebrae em Criciúma nesta quarta-feira, dia 20, para conhecer a estrutura e verificar as demandas da região.

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Segundo o diretor superintendente, essas melhorias devem fortalecer o empreendedorismo. E por isso entre as sete bandeiras levantadas pela diretoria, a primeira é levar o tema para as escolas. “Estamos conversando com os prefeitos, estivemos no ensino médio, com o secretário da educação e nas universidades. Porque cada vez mais com os novos modelos de produção, o emprego formal está reduzindo, então o acesso ao mercado de trabalho é você gerar o seu próprio emprego”, explica.

Para o diretor, o microempreendedor individual, no futuro, será o acesso ao mercado de trabalho, e por isso é necessário dar qualificação aos jovens. “Para que sejam empreendedores, não só com o objetivo de formar suas empresas, mas sendo empreendedor, também serão bons colaborados em qualquer empresa”, essa é a primeira bandeira.

No Brasil, nos últimos anos aumentou o número de pessoas abrindo seu próprio negócio."As pessoas perdem o emprego e estão se tornando empreendedoras. As pessoas pensam que com a crise diminui o número de empresas, e o que acontece, é que aumenta. Óbvio que algumas quebram, mas é o que muitas pessoas fazem por necessidade", enfatiza o diretor técnico, Luciano Pinheiro.

A segunda bandeira da diretoria, é a qualificação de empresas, aponta Fonseca. “Nós temos um universo de empresas já operando, que precisam ser qualificadas para a melhoria de suas atividades. Tivemos na crise, o empreendedor por necessidade. Muitas pessoas criaram seus próprios empregos, mas infelizmente não estavam preparadas para isso. Nós temos que ajudá-los para reduzir a mortalidade de empresas em Santa Catarina. Estamos trabalhando nessa bandeira de dar acesso a eles as ferramentas de gestão e apoiar na melhoria da produtividade.

Atrelado a melhoria da produtividade, também está a renovação, ou seja, levar a renovação para as micro e pequenas empresas. A terceira bandeira apontada. “Nós estamos num estado onde o ecossistema de inovação é o que mais cresce a nível nacional, e nós temos que juntar esses dois mundos. O mundo da inovação com as empresas tradicionais. E ajudar essas empresas a melhorar a sua competividade. Hoje o pessoal acha que inovar é inovação disruptiva, criar um startup, e não é.

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Tem que atuar com pequenas coisas, a melhoria do processo, do produto, o reposicionamento de portfólio de produto da empresa, ou seja, agregando valor na empresa que melhora resultado”, afirma.

A quarta maneira é internacionalização que é apoiar as empresas no acesso ao mercado internacional. “Hoje somente 2,2% das nossas exportações catarinenses são das microempresas. Então temos uma grande oportunidade de ampliar isso. Eu sempre que quando a empresa está em um mercado mais exigente, mais competitivo, ela por si só vai ter que ser mais competitiva, e aqui dentro também, porque as empresas internacionais estão competindo com ela também. Então essa vertente não é só exportação, é importação também”.

Para que essas bandeiras aconteçam, Fonseca espera fazer parcerias e melhorias internas na instituição Sebrae. “Isso tudo não conseguimos fazer sozinhos, por isso a quinta bandeira é parceirização. Hoje o maior desafio das empresas é se manter atualizada num ambiente econômico que se transforma todos os dias, e também é um desafio para o Sebrae”.

Conforme o diretor técnico, Luciano Pinheiro, do ponto de vista técnico, é preciso segmentar os clientes do Sebrae para melhor atendê-los. “ São quatro segmentos principais: o microempreendedor individual, o microempresário, o empresário de pequeno porte e as startups. Atualmente o Sebrae faz mais de 100 mil atendimentos por ano, a esses públicos, são atendidos online e presencialmente. Só que o nosso canal é o mesmo para todos e acreditamos que precisamos separar isso e segmentar para atendê-los melhor”, explica. Segundo ele, o Sebrae tem como papel social atender pequenos empreendedores, principalmente no seu início, pois as taxas de mortalidade para primeiro e segundo ano nos negócios são altas e essa mudança visa expandir o atendimento.

“Eles tem dores e necessidades diferentes, então com isso vamos poder cada vez mais atender as necessidades básicas de quem está começando a empreender, e espalhados por todo o estado, não só numa unidade regional, até chegar a possibilidade de atender um empresário de pequeno porte com uma consultoria mais próxima dele, sob medida, um atendimento mais exclusivo do ponto de vista de um apoio”, finaliza.

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