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Secretaria de Saúde de Criciúma alerta para falta de medicamentos

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

A secretária de saúde de Criciúma, Franciele Lazzarin Gava Freitas, informou na tarde desta terça-feira que alguns medicamentos já estão em falta nos postos de saúde do município. A explicação, segundo a secretária, é a greve da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrada há cerca de 30 dias em Brasília (DF), pois o órgão é responsável pela vistoria e distribuição dos medicamentos fabricados no Brasil.

"A paralisação da Anvisa faz parte da greve nacional dos servidores públicos federais. No começo, eles proibiram até a retirada da matéria prima que chegava nos portos e aeroportos. Agora, os fabricantes podem retirar o material, mas não estão autorizados a produzir os remédios", explicou Franciele. Com isso, dos 124 medicamentos que são distribuídos de forma gratuita pela Secretaria de Saúde de Criciúma, cerca de dez já estão em falta nas unidades de saúde, como os remédios de uso contínuo para pacientes hipertensos ou diabéticos.

A coordenadora do setor de almoxarifado da Secretaria de Saúde de Criciúma, Manuela De Lorenzi, afirmou que a situação não é exclusiva do setor público. "A Anvisa regula a distribuição de medicamentos em todo o país. Com a greve, caso não tenha estoque suficiente no setor privado, determinados remédios também podem faltar nas farmácias, por exemplo, mesmo que a pessoa tenha dinheiro e queira comprar".

Franciele acrescentou que existe um consórcio responsável pela compra dos medicamentos para as cidades da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). O Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Carbonífera (Cisamrec), em contato com os fabricantes, foi informado de que as empresas alegam motivo de força maior sobre a falta de remédios, ou seja, a greve da Anvisa.

"Por isso, não há o que o consórcio possa fazer. No entanto, para o município de Criciúma já foi lançada uma licitação de forma paralela. O objetivo é encontrar quem ainda tem os medicamentos que estão em falta e nos forneça pelo menor preço, pois não podemos comprar remédios por marca e, sim, por valor, apenas os mais baratos", enfatizou a Secretária de Saúde. Ela também lembrou sobre as Farmácias Populares. "Nas Farmácias Populares os medicamentos são vendidos por valores bastante acessíveis. A Farmácia Popular exclusiva do Governo fica na rua Henrique Lage, no Centro de Criciúma, mas existem outras que possuem o selo e também devem vender mais barato".

Amrec - A associação conta com 11 municípios. Destes, conforme Franciele, nove confirmaram a falta de alguns remédios. "A necessidade de cada município da Amrec é diferente, por isso estamos em um sistema de revezamento com as cidades vizinhas. Os medicamentos com maior demanda são solicitados a outros municípios, assim como eles também tem nos procurado em busca de remédios que não tem muita saída em Criciúma", destaca a secretária.

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