Secretaria de Saúde orienta que população procure atendimento na UPA apenas em caso de urgência
Criciúma
Alta quantidade de pacientes nas unidades provoca lentidão nos atendimentos

O tempo de espera por um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA) do bairro Rio Maina voltou a ser alvo de reclamação na tarde desta quinta-feira, dia 13, em Criciúma. O alto número de pessoas procurando por um médico causa filas e há pacientes que esperam por mais de quatro horas para conseguir se consultar. A Secretaria de Saúde de Criciúma argumenta que a demora ocorre por conta da quantidade de pessoas que vão até a UPA sem que estejam necessitando de atendimento de urgência.
Por isso, a Prefeitura de Criciúma pede que a população vá até uma UPA somente em casos de urgência e emergência. João Batista da Silva, morador do bairro São Francisco, em Criciúma, foi até UPA do bairro Rio Maina para levar a esposa para atendimento. Ele conta que ela estava com pressão alta e vomitando.
“Eles até que não demoraram tanto para atender a minha esposa. Chegamos a reclamar já que o quadro dela estava preocupante. Só que a situação de outros pacientes aqui está crítica. Tem gente que chegou às 10 horas e às 14h30 ainda não foi atendido. Tem crianças chorando, porque os pais levaram para o Hospital Santa Catarina e mandaram eles vir para a UPA”, relatou o profissional do ramo de telecomunicações à reportagem, enquanto ainda esperava pela esposa em atendimento.
Orientação para a população
O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, apresenta dados que mostram que a maioria dos atendimentos realizados nas UPAs são de casos não urgentes. “Em fevereiro foram mais de 18 mil atendimentos nas UPAs. Nosso levantamento mostrou que 70% desses atendimentos não são foram de pacientes urgentes”, afirmou.
A orientação é para que as pessoas que não estejam em situação de emergência procurem primeiro o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. “A UPA é para casos urgentes. A gente precisa orientar isso para as pessoas. Se não for urgente, a porta de entrada para o sistema básico de saúde são as UBS nos bairros”, ressaltou.
Ainda de acordo com o secretário, o tempo médio para iniciar atendimento de pessoas que procuram a UPA e que são classificadas como pacientes urgentes é de 12 minutos. “Quem não for urgente, infelizmente vai ter que esperar. E daí fica na fila uma, duas, três horas. Já aqueles que estavam em situação urgente e foram atendidos apontaram uma satisfação de 94% no atendimento quer recebeu”, confirmou Casagrande.
Na UPA do bairro Próspera são quatro médicos realizando atendimentos. Na unidade do Rio Maina são outros três. O secretário aponta que a quantidade de profissionais é suficiente para atender a demanda à qual a UPA se propõe.
“O contrato das UPAs são para atender 6 mil pessoas por mês. Esses médicos conseguem atender isso, mas o número está muito superior por conta dos atendimentos que não são urgentes”, reforçou Casagrande. A expectativa é de que a quantidade de consultas no UPAs da cidade no mês de março, dados que ainda serão calculados, ultrapasse 20 mil atendimentos.



