Saúde

Secretaria de Saúde orienta que população procure atendimento na UPA apenas em caso de urgência

Criciúma

Alta quantidade de pacientes nas unidades provoca lentidão nos atendimentos

Por Lucas Renan Domingos13 de abril de 2023 3 min de leitura
Thiago Hockmüller/Arquivo/Portal Engeplus

O tempo de espera por um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA) do bairro Rio Maina voltou a ser alvo de reclamação na tarde desta quinta-feira, dia 13, em Criciúma. O alto número de pessoas procurando por um médico causa filas e há pacientes que esperam por mais de quatro horas para conseguir se consultar. A Secretaria de Saúde de Criciúma argumenta que a demora ocorre por conta da quantidade de pessoas que vão até a UPA sem que estejam necessitando de atendimento de urgência.

Por isso, a Prefeitura de Criciúma pede que a população vá até uma UPA somente em casos de urgência e emergência. João Batista da Silva, morador do bairro São Francisco, em Criciúma, foi até UPA do bairro Rio Maina para levar a esposa para atendimento. Ele conta que ela estava com pressão alta e vomitando.

“Eles até que não demoraram tanto para atender a minha esposa. Chegamos a reclamar já que o quadro dela estava preocupante. Só que a situação de outros pacientes aqui está crítica. Tem gente que chegou às 10 horas e às 14h30 ainda não foi atendido. Tem crianças chorando, porque os pais levaram para o Hospital Santa Catarina e mandaram eles vir para a UPA”, relatou o profissional do ramo de telecomunicações à reportagem, enquanto ainda esperava pela esposa em atendimento.

Orientação para a população

O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, apresenta dados que mostram que a maioria dos atendimentos realizados nas UPAs são de casos não urgentes. “Em fevereiro foram mais de 18 mil atendimentos nas UPAs. Nosso levantamento mostrou que 70% desses atendimentos não são foram de pacientes urgentes”, afirmou.

A orientação é para que as pessoas que não estejam em situação de emergência procurem primeiro o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. “A UPA é para casos urgentes. A gente precisa orientar isso para as pessoas. Se não for urgente, a porta de entrada para o sistema básico de saúde são as UBS nos bairros”, ressaltou.

Ainda de acordo com o secretário, o tempo médio para iniciar atendimento de pessoas que procuram a UPA e que são classificadas como pacientes urgentes é de 12 minutos. “Quem não for urgente, infelizmente vai ter que esperar. E daí fica na fila uma, duas, três horas. Já aqueles que estavam em situação urgente e foram atendidos apontaram uma satisfação de 94% no atendimento quer recebeu”, confirmou Casagrande.

Na UPA do bairro Próspera são quatro médicos realizando atendimentos. Na unidade do Rio Maina são outros três. O secretário aponta que a quantidade de profissionais é suficiente para atender a demanda à qual a UPA se propõe.

“O contrato das UPAs são para atender 6 mil pessoas por mês. Esses médicos conseguem atender isso, mas o número está muito superior por conta dos atendimentos que não são urgentes”, reforçou Casagrande. A expectativa é de que a quantidade de consultas no UPAs da cidade no mês de março, dados que ainda serão calculados, ultrapasse 20 mil atendimentos.

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