Segunda onda de COVID-19 em grande parte da Europa
A imunidade de grupo foi questionada como estratégia pelo chefe da OMS

Uma segunda onda da COVID-19 atinge grande parte da Europa e a Organização Mundial da Saúde está marcando posição contra a imunidade de grupo como estratégia na luta contra a pandemia. Para Tedros Adhanom, deixar a pandemia seguir seu curso natural não é a melhor estratégia.
A França adota uma postura firme de proteção dos mais idosos e vulneráveis. O primeiro-ministro Jean Castex pediu para que as pessoas limitem os encontros. Segundo ele, o sistema de saúde francês se encontra sob intensa pressão devido ao número crescente de infecções. Na França há nove cidades sob alerta vermelho de saúde.
Os países europeus estão adotando uma estratégia regional de controles de propagação da COVID-19. A estratégia inicial foi adotar medidas nacionais de lockdown, agora impossibilitadas pelo impacto econômico e na vida das pessoas.
Na Rússia a semana é considerada decisiva na luta contra o coronavírus, sobretudo na capital, Moscou. As infecções atingiram um novo recorde. Houve um aumento recente de 13 mil casos diários enquanto o país se prepara para disponibilizar uma vacina.
O Reino Unido, sob a liderança de Boris Johnson, reluta a adotar um novo lockdown, mas adota medidas mais restritivas no norte da Inglaterra. O novo cenário sugere a adoção de circuit breaker (disjuntor elétrico). Longe de um lockdown, a medida seria adotar restrições mais rígidas temporariamente até que os casos tivessem uma queda. O Parlamento acaba de aprovar um sistema de níveis de risco para a Inglaterra: médio, alto e muito alto.
A Itália adota controle de horários de bares e restaurantes e o governo pede que as pessoas evitem aglomerações de mais de seis pessoas. O governo também proibiu festas.



