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Sem negociação, grevistas planejam reduzir efetivo do Samu

Greve

Serviço está atuando com 50% do efetivo desde terça-feira

Por Thiago Hockmüller08 de setembro de 2021 2 min de leitura
Divulgação

Os grevistas ligados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) planejam reduzir mais 20% da capacidade de atendimento. Desde terça-feira, dia 7, trabalhadores de Criciúma e Araranguá reivindicam reajuste salarial de 18,22% acumulado nos últimos quatro anos, além do pagamento de férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e melhorias nas condições de trabalho, porém reclamam que ainda não foram chamados pela OZZ Saúde, administradora do serviço em Santa Catarina, tampouco pelo Governo do Estado.

Caso nenhuma das partes se manifestem ao longo desta quarta-feira, dia 8, o Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) vai deliberar em assembleia sobre a redução para 30% do efetivo - desde ontem atua com 50%. “Não tem nada de previsão de negociação, não entraram em contato conosco. (A greve) tem reflexo nos atendimentos, mais de 50% dos atendimentos caíram”, avalia o presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido.

Próximos passos

Em média, o Samu realiza cerca de 120 atendimentos por dia. Com o início da greve, o número caiu para 45. Dos 120 trabalhadores de Criciúma e Araranguá, metade estão parados. A assembleia para avaliar a redução do efetivo acontece às 16h30 de hoje e também servirá para discutir os próximos passos do movimento grevista.

“É necessária sensibilidade por parte do Estado e da OZZ para evitar a possibilidade de aumentar o número de trabalhadores em greve. Se não tiver contato hoje, amanhã será reduzido o número de trabalhadores para aumentar a pressão da greve”, argumenta o líder sindical.

O piquete está montado em frente ao 9° Batalhão de Polícia Militar (9° BPM), onde está a central de regulação. Um dos motivadores da greve é a decisão da empresa OZZ Saúde de recorrer da decisão da 2ª Vara do Trabalho de Criciúma, que condenou a empresa ao pagamento, com juros e correção monetária, de verbas trabalhistas atrasadas, entre elas as diferenças salariais no período de novembro de 2018 e maio de 2019, com reflexos em horas extras, adicional noturno, férias, décimos terceiros e depósitos de de FGTS.

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