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Servidores do Ifsc campus Criciúma divulgam carta em que defendem instituições federais de ensino

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Confira a carta na íntegra

Por Jessica Rosso Crepaldi08 de julho de 2022 3 min de leitura
Divulgação

Os servidores do Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc) divulgaram na tarde desta sexta-feira, dia 8, uma carta defendendo as instituições federais de ensino. Confira a nota na íntegra:

"Servidores do Campus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) realizaram uma paralisação na tarde desta quarta-feira, 15 de junho, no contexto da mobilização deflagrada pela categoria contra os cortes no orçamento das instituições federais de ensino e pela valorização salarial da categoria.

Estamos num momento crítico para a educação pública no Brasil. Os reiterados cortes no orçamento das instituições federais têm causado prejuízo à nossa reconhecida qualidade de ensino e colocado em risco o próprio funcionamento das universidades e institutos federais.

No IFSC, conforme dados da reitoria, estamos com um dos menores orçamentos da nossa história, ao mesmo tempo em que temos um dos maiores números de estudantes matriculados. O recente corte no orçamento, anunciado pelo governo federal, vai dificultar ainda mais o funcionamento da instituição, impactando nos serviços de manutenção e limpeza, na compra de insumos e materiais para as atividades letivas, no financiamento de viagens e visitas técnicas, na concessão de bolsas, auxílios e projetos de pesquisa e extensão, entre outras ações fundamentais que fazem o IFSC ser reconhecido como uma instituição pública de excelência.

Cabe destacar ainda que, no plano local, o Campus Criciúma vem funcionando com um grave déficit no número de servidores. Estamos com nove técnicos administrativos e um docente a menos do que está previsto na tipologia do nosso Campus. Há muito tempo nossos servidores trabalham no limite de sua capacidade física e psicológica, e os efeitos já se fazem sentir tanto no âmbito pessoal quanto no institucional.

Por fim, a mobilização dos servidores também é por recomposição salarial. Cabe salientar que os servidores públicos federais civis, diferente de outros trabalhadores, não possuem uma data anual para negociação coletiva de seu salário (data-base), de modo que a sua composição salarial não acompanha em medida alguma a inflação. Assim, a pauta salarial não significa um pedido de “aumento” e sim uma recomposição de 19,9%, que corresponde às perdas no poder de compra do salário em razão da inflação nos últimos três anos. A última reposição salarial, referente a perdas anteriores, foi concedida em 2015, de forma parcelada. Isto é, estamos há sete anos sem recomposição salarial.

Por tudo isso, nos dirigimos à comunidade acadêmica e à sociedade para reafirmar nosso compromisso com a educação pública e alertar que os repetidos cortes no orçamento, a falta de concursos públicos e a erosão dos salários estão colocando em risco a excelência do IFSC e das demais instituições federais de ensino.

Nós, servidores do Campus Criciúma, defendemos:

1. Retomada dos investimentos nas instituições federais de ensino;

2. Concursos públicos para a recomposição do quadro funcional das instituições e preenchimento imediato de vagas existentes no câmpus para servidores técnicos;

3. Recomposição das perdas salariais em razão da inflação, conforme reivindicação do Sinasefe-IFSC;

4. Ampla política de valorização dos Institutos Federais, com ampliação do orçamento, realização de concursos e ampliação da oferta de vagas e cursos para a população."

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