Setor cerâmico reforça apoio ao Voto pelo Sul e cobra defesa das demandas regionais
Eleições 2026
Manfredo Gouvea destacou a importância do Sul de SC contar com representantes políticos

A campanha Voto pelo Sul, liderada pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), está mobilizando diversos setores da região. O diretor do Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Criciúma (Sindiceram) e presidente da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Manfredo Gouvea, destacou a importância de o Sul catarinense contar com representantes para defender as pautas da região.
"Acho que é extremamente legítimo esse movimento da Acic, que já se repete ao longo das últimas eleições, para defender que o voto seja direcionado a representantes do Sul do Estado", ressaltou em entrevista ao Portal Engeplus. A ação é liderada pela Acic, mas conta com a participação do Fórum das Entidades de Criciúma (Forcri) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Criciúma (CDL). A campanha foi lançada na última segunda-feira, dia 20.
"Quando temos as nossas dificuldades e as nossas pautas para encaminhar, seja ao Governo do Estado ou ao Governo Federal, é por meio dos representantes da nossa região que conseguimos fazer isso com mais facilidade. Não se trata de um movimento de defesa ou de apologia partidária de A, B ou C, mas, sim, de uma campanha que orienta e pede para que os cidadãos que moram aqui procurem prestigiar e votar nos representantes que estarão, obviamente, à disposição durante as eleições", comentou.
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Gouvea destacou que o setor cerâmico está perdendo competitividade para outras regiões do país, como São Paulo. "Nós precisamos ter competitividade. Se tivermos uma paridade nos custos de produção, fazemos muito bem o nosso trabalho, sabemos como produzir, temos um produto de excelente qualidade e uma mão de obra extremamente qualificada. Agora, quando você fala em pagar de 30% a 40% mais caro na tarifa de distribuição do gás natural, que é o principal custo da indústria, não há como comparar a competitividade. O principal mercado consumidor está a 900 quilômetros daqui, em São Paulo, enquanto o produtor de cerâmica que disputa mercado conosco está a apenas 80 quilômetros da capital, pagando uma tarifa de distribuição do gás 30% a 40% mais barata. Além disso, ele não tem custo de frete, não enfrenta problemas como a Ponte Anita Garibaldi, o Morro dos Cavalos e os demais entraves logísticos para chegar ao mercado paulista", frisou.
Para Gouvea, ter representantes políticos do Sul de Santa Catarina facilita o encaminhamento e o debate das demandas dos diferentes setores econômicos da região. "Todo o desenvolvimento econômico da região passa por isso. Criciúma tem a característica de não depender de um único setor, mas de vários. Se você olhar para cada um deles, verá que todos possuem pautas específicas. O carvão tem as suas demandas, o plástico também, o têxtil igualmente e a cerâmica da mesma forma. São essas cadeias produtivas que movimentam a economia. Principalmente agora, com a reforma tributária, será ainda mais importante atrair pessoas e serviços. Tudo isso reforça a necessidade de fortalecer a representatividade política da nossa região", finalizou.



