Saúde

Síndrome Respiratória Aguda Grave: mortes acendem alerta para baixa cobertura vacinal em Criciúma

Dados de 2025

Complicação pode surgir em pessoas com síndrome gripal

Por Jessica Rosso Crepaldi06 de agosto de 2025 2 min de leitura
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Criciúma registrou 15 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025, conforme dados da Vigilância Epidemiológica do município coletados até 26 de julho. O número não caracteriza uma epidemia, mas acende alguns alertas, segundo o secretário de Saúde, Deivid Freitas.

A SRAG é uma complicação que pode surgir em pessoas com síndrome gripal e afeta mais o grupo de risco, principalmente idosos. Os sintomas incluem desconforto respiratório, pressão, dor persistente no tórax, saturação de oxigênio inferior a 94% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto.

A grande preocupação, conforme o secretário, está relacionada ao número de pessoas não vacinadas, fator que tem refletido nas mortes registradas. “Eu comparei a questão da vacina e essas pessoas não tiveram nenhuma dose aplicada no ano passado, nem da Influenza (gripe) e nem da Covid-19. Aleatoriamente havia algumas vacinas aplicadas em anos anteriores, mas nenhuma no último ano”, pontuou. O município não registrou mortes por Covid-19 em 2025 e teve quatro por Influenza.

Segundo o secretário, a situação está sendo acompanhada de perto e as principais ações neste momento são voltadas a motivar a população a buscar a vacinação. “Desde que iniciamos a campanha da vacina em maio, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o pronto-socorro do Hospital São José, já se encontram com um aumento significativo de casos de síndromes respiratórias, com um aumento que ultrapassa 30% de atendimento nesses locais”, afirmou.

Atualmente, o município possui um pouco mais de 60% de cobertura vacinal, e conforme o secretário, ainda é necessário alcançar em torno de 20 mil pessoas do grupo de risco para atingir o recomendado pelo Ministério da Saúde. "Mas se compararmos com outras cidades, em quantidade de doses aplicadas, nós ainda estamos em um patamar adequado. Já aplicamos muito mais do que outros municípios de mesmo porte”, avaliou. Confira os números apurados pela Vigilância Epidemiológica desde janeiro deste ano até 26 de julho:

O órgão ressaltou que é importante considerar que os números podem estar subestimados, ou seja, muito baixo da realidade, pois algumas unidades de saúde ainda não atualizaram o sistema com os registros mais recentes.

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