Dados
Sul de SC soma 222 estupros de vulnerável em 2026; cinco municípios já têm mais casos do que o ano anterior
Região ainda segue com números menores em relação ao mesmo período do ano anterior
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O Sul de Santa Catarina contabilizou 222 casos de estupro de vulnerável do dia 1º de janeiro até o dia 19 de julho de 2026, conforme dados do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) do estado. Faltando mais de cinco meses para o fim do ano, cinco municípios já superam os números de crimes registrados em todo 2025. Os índices negativos são de Balneário Rincão, Cocal do Sul, Braço do Norte, Rio Fortuna e Santa Rosa do Sul.
Os dois primeiros municípios têm seis casos a mais notificados do que o ano passado inteiro. Em 2025, Balneário Rincão somou sete ocorrências de estupro de vulnerável e, somente neste ano, já são 13. O mesmo acontece com Cocal do Sul, que teve registro de um crime de janeiro a dezembro de 2025 e está com sete em 2026.
Braço do Norte teve nove no ano anterior e agora tem 13. No município de Rio Fortuna não houve crimes notificados em 2025. Em 2026, são dois estupros anotados. Por fim, em Santa Rosa do Sul aconteceram quatro estupros e nesta no são cinco.
Veja tabela completa de casos por municípios do Sul de Santa Catarina:
MunicípioMesorregião20252026*AraranguáSul Catarinense2320ArmazémSul Catarinense41Balneário Arroio do SilvaSul Catarinense145Balneário GaivotaSul Catarinense63Balneário RincãoSul Catarinense713Braço do NorteSul Catarinense913Capivari de BaixoSul Catarinense167Cocal do SulSul Catarinense17CriciúmaSul Catarinense8736ErmoSul Catarinense21ForquilhinhaSul Catarinense146GaropabaSul Catarinense52Grão-ParáSul Catarinense21GravatalSul Catarinense73IçaraSul Catarinense198ImaruíSul Catarinense31ImbitubaSul Catarinense2811Jacinto MachadoSul Catarinense31JaguarunaSul Catarinense137LagunaSul Catarinense93Lauro MüllerSul Catarinense72MaracajáSul Catarinense41MeleiroSul Catarinense11Morro da FumaçaSul Catarinense42Morro GrandeSul Catarinense10Nova VenezaSul Catarinense93OrleansSul Catarinense155Passo de TorresSul Catarinense94Pedras GrandesSul Catarinense10Pescaria BravaSul Catarinense50Praia GrandeSul Catarinense20Rio FortunaSul Catarinense02SangãoSul Catarinense131Santa Rosa do SulSul Catarinense45São João do SulSul Catarinense32São LudgeroSul Catarinense54São MartinhoSul Catarinense40SiderópolisSul Catarinense53SombrioSul Catarinense167Timbé do SulSul Catarinense43TrevisoSul Catarinense10Treze de MaioSul Catarinense31TubarãoSul Catarinense1919TurvoSul Catarinense86UrussangaSul Catarinense82TOTAL 423222
Observação: Dados de 2026 extraídos até 19/07/2026. Fonte: SISP. Atualização: 21/07/2026.
Conforme previsto no artigo 217-A do Código Penal do Brasil, é considerado estupro de vulnerável ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Incorre no mesmo crime quem pratica as ações com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
Índice menor no mesmo período
Apesar da elevação do número de delitos em cinco municípios da região, o Sul do estado possui números menores de estupros de vulnerável se considerado o mesmo período deste ano. De 1º de janeiro a 19 de julho de 2025 foram 249 casos, contra os 222 de 2026.
O município com mais casos registrados até o momento é Criciúma, com 36 crimes notificados. Na sequência estão Araranguá (20) e Tubarão (19), confirmando índices maiores justamente nas três cidades com da região com mais populações.
Prevenção e denúncia
A Polícia Civil reforça que a denúncia é um dos principais instrumentos para interromper ciclos de violência. As suspeitas podem ser informadas por meio de canais oficiais das forças de segurança. No caso de crianças e adolescentes, outro órgão apto a receber as inforamações é o Conselho Tutelar. Dessa forma, as autoridades adotarão as medidas necessárias para preservar a integridade física e emocional da vítima.
Há ainda uma preocupação especial com vítimas menores de idade. É fundamental que pais, responsáveis e demais familiares acolham a fala da criança sem julgamentos ou intimidações, jamais desconsiderem seus relatos e mantenham supervisão constante da convivência com adultos, ainda que sejam pessoas próximas ou integrantes da própria família.
Qualquer suspeita de abuso merece atenção imediata de toda a rede de proteção, inclusive da escola. A maioria dos casos de violência sexual infantil ocorre no ambiente familiar ou é praticada por pessoas de confiança da vítima, apontam os dados da Polícia Civil.
Sinais que podem indicar violência sexual em crianças e adolescentes:
Mudanças repentinas de comportamento;
Medo excessivo de determinada pessoa;
Alterações no sono;
Regressão de comportamentos;
Isolamento;
Sexualização precoce e relatos espontâneos.



