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Temporada da tainha termina com maior safra dos últimos cinco anos na região da Colônia Z-33

Caiu na rede

Cerca de 70 toneladas foram capturadas entre maio e julho

Por Thiago Hockmüller02 de agosto de 2021 2 min de leitura
James Tavares/Secom

A safra da tainha terminou abaixo das 100 toneladas projetadas, mas de forma positiva para pescadores da Colônia Z-33, em Balneário Rincão. Entre 1° de maio e 31 de julho foram cerca de 70 toneladas capturadas, maior quantidade registrada nos últimos cinco anos e 20t acima do pescado no ano passado. Em 2016, a Colônia Z-33 comemorou 100 toneladas capturadas ao longo da temporada. Depois nunca conseguiu chegar perto da meta, obtendo 40t em 2017, 50t em 2018, entre 50 e 60t em 2019, e 50t em 2020.

A quantidade registrada pela Colônia-33 não soma peixes capturados em menor escala, por pescadores que percorrem a praia de forma individual e comercializam a tainha sem auxílio da colônia. Mesmo assim, o saldo é positivo, conforme explica o presidente do órgão, João Piccolo. "Fechou bem esse ano, não ótimo, mas bom. Ultrapassamos 70 toneladas, isso porque não temos o controle das redes daqueles que percorrem a praia. Cada um pesca e comercializa direto, não passa pela colônia. Foi muito boa , todos estão contentes. Nos últimos anos foi a melhor”, explica.


Faturamento da temporada atingiu cerca de R$ 700 mil. (foto: Maurício Vieira/Secom)

Dinheiro no bolso

Em média, o quilo da tainha foi comercializado a R$ 10. Em uma conta básica, o faturamento da safra chegou aos R$ 700 mil, valor que permite pagamento de contas, manutenção e aquisição de equipamentos e a permanência na atividade pesqueira. “Ele (faturamento) não é ótimo, é bom. A previsão era chegar próximo a 100 toneladas. Mas com essa quantidade o pescador consegue colocar as redes de volta e arrumar os equipamentos projetando a corvina e a anchova”, pondera.

Estima-se que 400 famílias dependam da pesca na região da Colônia Z-33, que engloba Jaguaruna, Torneiro, e Balneário Rincão até a localidade de Barra Velha. Agora, os pecadores seguem com a pesca da anchova até 31 de novembro. Já a pesca da corvina é liberada, ou seja, não há período de defeso.

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