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Contexto Internacional

Tensão no Oriente Médio - entenda o conflito desde o início

Últimas informações sobre a tensão entre EUA e Irã

Por André Abreu

7 min de leitura

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Foto: Casa Branca

Sábado, 11 de janeiro de 2020.

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5:00 - Em meio a pressão internacional, o Irã admitiu neste sábado (11) que seus militares "sem intenção" atiraram um míssil em um avião ucraniano devido a erro humano.

O avião da Ukraine International Airlines havia sobrevoado próximo a uma área militar quando foi derrubado, declararam em comunicado na TV iraniana as Forças Armadas do Irã

As autoridades iranianas haviam inicialmente negado ter abatido a aeronave. O pedido de desculpas do Irã acontece após pressão de vários países, como Estados Unidos e Canadá, com um número grande de vítimas. Os líderes dos referidos países disseram que tinham provas de que um míssil provocou a queda.

O avião, em rota para Kiev na Ucrânia, carregava 167 passageiros e nove tripulantes de vários países, incluindo 82 iranianos, 57 canadenses e 11 ucranianos, de segundo informações oficiais.

Os investigadores iranianos declararam que a caixa-preta seria enviada para a França para análise. A França foi escolhida como parte neutra depois que foi determinado que o Irã não tem a tecnologia necessária e o Canadá, a França e os EUA decidiram não enviar equipamentos para o país.

Quinta-feira, 9 de janeiro de 2020.

14:49 - Autoridades de inteligência dos EUA têm evidências que sugerem que o avião da Ukraine International Airlines que caiu no Irã na quarta-feira, matando 176 pessoas, foi derrubado por um míssil iraniano, disseram várias autoridades à NBC News.

Um relatório iraniano divulgado na quinta-feira sugeriu que uma emergência repentina atingiu o Boeing 737 antes de cair alguns momentos depois de decolar do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã. O relatório dizia que a tripulação do avião nunca fez um pedido de ajuda por rádio e estava tentando voltar para o aeroporto quando o avião caiu.

9:42 - O presidente Trump recuou na quarta-feira (08) de uma guerra em potencial com o Irã, indicando que não responderia militarmente ao lançamento de mais de uma dúzia de mísseis balísticos em bases que abrigam tropas norte-americanas. Os Estados Unidos e o Irã culpam um ao outro por provocar o conflito mais direto entre os dois países desde 1979.

Quarta-feira, 8 de janeiro de 2020.

11:26 - Os preços do petróleo e as ações dos EUA dispararam durante a noite após o Irã disparar nas bases americanas no Iraque, mas os mercados se recuperaram rapidamente depois que não houve relatos imediatos de vítimas.

O índice de futuros da Dow caiu 400 pontos, mas chegou a um território positivo às 10h da quarta-feira. Os índices Standard & Poor's 500 e o Nasdaq, também se recuperaram. Enquanto isso, o preço do barril de petróleo Brent e do West Texas Intermediate recuaram após atingir mais de 3% de alta nas horas seguintes aos ataques do Irã com mísseis.

Terça-feira, 7 de janeiro de 2020.

21:31 - O Irã lançou na noite desta terça-feira (07/01) misseis contra duas bases que abrigam tropas americanas no Iraque. Segundo os EUA, pelo menos 12 misseis foram lançados a partir do Irã contra as bases de Al Assad e Irbil.

O anúncio do ataque foi originalmente divulgado pela imprensa estatal do Irã. Segundo o governo iraniano, a operação faz parte de uma campanha de retaliação contra os EUA pelo ataque que matou o general Qassim Soleimani na semana passada.

A operação, segundo a imprensa iraniana, foi batizada como "Mártir Soleimani” e está sendo conduzida pela divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária, que teria lançado mísseis superfície-ar contra a base.

Segundo a rede CNN, um comandante de força paramilitar sunita iraquiana relatou que foguetes atingiram a base aérea de Al Asad, que fica a 120 quilômetros a oeste de Bagdá. Já a base de Irbil fica no norte dio Iraque.

O Pentágono acaba de confirmar o ataque em um comunicado. “Aproximadamente às 17:30 (horário da costa leste dos EUA, 19h30 no horário de Brasília) de 7 de janeiro, o Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra as forças militares dos EUA e da coalizão no Iraque. Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tiveram como alvo pelo menos duas bases militares iraquianas que abrigam militares dos EUA e da coalizão em Al Assad e Irbil.”

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O presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado sobre os relatos de um ataque.

"Estamos cientes dos relatos de ataques às instalações dos EUA no Iraque. O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional", disse Stephanie Grisham, secretária de imprensa da Casa Branca, em um comunicado à imprensa.

(Com agências internacionais.)

Sexta-feira, 3 de janeiro de 2020:

Entenda o conflito e veja como aconteceu na sexta-feira:

  • Forças dos EUA mataram o líder da Força de Elite Quds do Irã e um líder das Unidades de Mobilização Popular, xiita.

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, avisou que o Irã pagaria "um preço muito alto" depois da invasão da embaixada dos EUA em Bagdá.

  • Autoridades iranianas juraram retribuição dura pelo ataque desta sexta-feira.

  • Norte-americanos devem deixar o Iraque imediatamente, Departamento de Estado declara em comunicado.

  • O Secretário de Estado Mike Pompeo e o primeiro-ministro de Israel Netanyahu afirmam que o líder iraniano Soleimani planejava ataques sobre vítimas inocentes.

20:20 - O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o objetivo da missão era acabar com a guerra, e não iniciar uma guerra.

20:05- Mais detalhes surgiram sobre como o ataque foi orquestrado. Dois oficiais de segurança iraquianos dizem que o ataque ocorreu após uma operação de inteligência na qual fontes internas recrutadas pela CIA transmitiram informações sobre a chegada do general iraquiano a Bagdá e quando seu comboio deixaria o aeroporto. Soleimani foi morto logo depois que seu avião pousou na capital iraquiana.

20:00 - A democrata do Michigan Elissa Slotkin, ex-analista da CIA que acompanhou as atividades de Soleimani, diz que há "uma pergunta simples" que impediu as administrações anteriores de Bush e Obama de atacar o líder iraniano: valeria a pena atacar mesmo com consequências potenciais?

19:55 - O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, pediu "contenção máxima" e "demonstração de responsabilidade neste momento crucial", à medida que a tensão entre o Irã e os Estados Unidos aumenta com o ataque aéreo de Bagdá contra Soleimani.

19:45 - As tropas norte-americanas vão juntar-se a 750 militares que foram enviados para o Kuwait, que faz fronteira com o Iraque ao sul, no início desta semana.

19:11 - O ministro das Relações Exteriores do Irã Mohammad Javad Zarif declarou que Teerã irá lançar medidas legais contra os EUA para responsabilizar Washington pelo assassinato de Qassem Soleimani.

18:31 - Ministro das Relações Exteriores do Canadá Francois-Philippe Champagne confirmou as esperanças de seu país pela estabilidade do Iraque.

17:02 - O principal democrata do Senado dos EUA disse que o presidente Trump não tem autoridade para entrar em guerra com o Irã sem autorização do Congresso. O senador Chuck Schumer também disse que Trump deveria ter consultado os principais líderes do Congresso antes de dar o aval para matar Soleimani.

16:33 - Parlamento do Iraque terá sessões extraordinárias para discutir situação de emergência.

16:25 - Os EUA anunciam o envio de 3.500 soldados para o Oriente Médio.

13:16 - A empresa aérea Gulf Air do Bahrein acaba de anunciar uma suspensão de voos na região. A conta oficial da companhia aérea no Twitter diz "ALERTA DE VIAGEM: Os voos de e para Bagdá e Najaf na República do Iraque foram suspensos até novo aviso devido a questões de segurança".

12:30 - O ministro das Relações Exteriores da Alemanha Heiko Maas falou sobre sua conversa com o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo: "A operação militar dos EUA seguiu uma série de provocações perigosas pelo Irã. Contudo, a ação dos EUA não facilita a redução de tensões."

12:07 - "A ação pode agravar seriamente a situação na região", o presidente russo Vladimir Putin disse em um telefonema para o presidente francês Macron.

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