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Eleições 2012

Trabalhador criciume

Trabalhador criciumense é o foco da candidata Cintia dos Santos

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

O Portal Engeplus inicia hoje uma série de reportagens com os cinco candidatos à prefeitura de Criciúma: Cintia dos Santos (PSTU), Clésio Salvaro (PSDB), Rodrigo Maciel (PCB), Romanna Remor (PMDB) e Odelondes de Souza (Psol). Estratégias, foco, expectativas, melhorias, propostas rumo ao pleito municipal serão os assuntos abordados. A escolha dos candidatos foi realizada conforme a disponibilidade de cada um, ou seja, a compatibilidade de agenda. Dando início nesta segunda-feira, a primeira entrevistada é a candidata Cintia dos Santos (PSTU).

Moradora do bairro Nova Esperança, na região da Santa Luzia, aos 35 anos, Cintia concorre a uma eleição pela primeira vez. Formada em Geografia e pós-graduada em tecnologias aplicadas, ela é professora há 16 anos. A candidata é conhecida pelo movimento sindical, do qual participa desde 2005, sendo que em 2010 assumiu a coordenadoria do Sinte Regional de Criciúma. Em 2008, se filiou ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Para concorrer a prefeitura deste ano, a candidata se afastou do cargo do Sinte e de professora no colégio Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião, onde leciona há 11 anos. “É um novo desafio, após enfrentar batalhas da greve dos professores que foi muito desgastante, este é um desafio e tanto”, declara.

A principal prioridade da campanha do PSTU são os trabalhadores. Conforme Cintia, o foco é a classe menos favorecida. “Dentro deste público nossa meta é saúde, combate às opressões, educação e transporte público”, elenca. De acordo com a candidata, a saúde é a principal reclamação da população. “A primeira atitude é ter um hospital público. Hoje temos o Hospital São José, que é meio público”, afirma.

Na educação as creches vão ter tratamento especial por parte da candidata. “É dever do município garantir 100% de vagas nas creches, isso é lei, mas não é o que acontece, nos bairros muitas creches não oferecem vagas. Com isso a mãe não consegue trabalhar ou estudar, por exemplo”. A candidata é contra a municipalização das escolas estaduais. “Se o município não dá conta das creches imagina das escolas?”, indaga.

Outra questão abordada é a Afasc. Cintia almeja criar um concurso público para acabar com os "cabides de empregos". A federalização da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) também é uma das frentes da campanha. “O Sul necessita de uma Universidade Federal", alega. "Na educação, vamos desde as creches ao Ensino Superior”.

A repressão é um diferencial da campanha do PSTU. Os temas racismo, machismo e homofobia entram em pauta no discurso da candidata. “Vamos ajudar os reprimidos que existem e estão ocultos na sociedade”, ressalta. Cintia também defende a municipalização do transporte público. “Temos a tarifa mais cara do Brasil. É inadmissível pagar R$ 2,80 pela passagem. O trabalhador quase paga para trabalhar”, relata Cintia.

Voto a voto – De acordo com a candidata, todos os votos são muito importantes para o partido. “Cada voto que ganhamos é muito batalhado, é um voto consciente de quem não está a favor do sistema em que vivemos”, ressalta. A professora vai buscar no corpo a corpo os votos dos trabalhadores. “Vamos aos bairros, em portas de fábricas, nas escolas em busca dos votos, já que não temos espaço na propaganda eleitoral, na televisão e no rádio. É um país tão democrático que uns tem dez minutos de propaganda e outro apenas dois, então vamos às ruas, pois muita gente não nos conhece”, declara.

Cintia, que tem orgulho de ser a primeira candidata negra à prefeitura de Criciúma, também quer participar dos debates políticos. “Temos muita coisa para falar, perguntar e questionar. Se não formos convidados vamos protestar de alguma forma”, adianta. A candidata é contra os cabos eleitorais, toda campanha será custeada pelas doações dos trabalhadores. “É difícil, mas gratificante”, salienta.

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