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Trabalhador relata prejuízo de R$ 40 mil após danos deixados por pessoas em situação de rua em Criciúma

Proprietário de casa de festas soma inúmeros gastos com equipamentos

Foto de João Gabriel da Rocha

Por João Gabriel da Rocha

2 min de leitura

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Foto: Especial Engeplus

O proprietário da casa de festas Be Happy, no bairro Pinheirinho, em Criciúma, contabiliza um prejuízo de R$ 40 mil após danos deixados por pessoas em situação de rua. Em entrevista ao Portal Engeplus, Adilson Feltrin relatou que, desde o fim de 2019, já precisou substituir diversos equipamentos furtados ou danificados, além de enfrentar problemas recorrentes com a coleta de lixo na região.

Segundo ele, após a compra da empresa, foram feitos investimentos para melhorar a estrutura do local. "Reformamos a fachada para tornar a entrada mais aconchegante, mas acabamos tendo muitos prejuízos. Já derrubaram uma máquina de ar-condicionado que precisou ser reposta e custava em torno de R$ 10 mil. Também já precisamos trocar a iluminação, fiação, entre outros itens”, disse.

O empresário também destacou dificuldades relacionadas ao descarte de lixo, problema que se intensificou após a chuva forte alagar diversas ruas da cidade. “Antes, o caminhão passava por volta das 18 horas, mas agora passa mais tarde. Nesse intervalo, pessoas abrem os sacos e espalham o lixo pela rua. Os caminhões não recolhem e precisamos levar o lixo de volta ao pátio. Somente após dois dias os materiais são recolhidos. Onde moro, no bairro Próspera, não há esse problema”, relatou.

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De acordo com Feltrin, a maior movimentação de pessoas em situação de rua ocorre devido à proximidade com a Casa de Passagem. “Muitos vendem drogas, todos sabemos como é. Temos visto que a polícia está tomando providências quanto a isso no bairro e até fechando empresas clandestinas”, comentou.

Para Feltrin, o sentimento predominante é de decepção, pois, segundo ele, mesmo com os altos gastos em impostos a sensação de segurança não retorna aos moradores. “É muito difícil ser comerciante hoje em dia. Não sou só eu que sinto isso, pessoas do bairro também. Tem que pegar mais firme nessas questões”, pontuou.

O trabalhador acrescentou que a intenção é contribuir com uma crítica construtiva, buscando por soluções. “Queremos que todos cresçam. É uma via de mão dupla: ajudamos e as autoridades também nos ajudam”, afirmou.

A secretária de Assistência Social do município, Dudi Sônego, informou que moradores podem acionar a equipe de Abordagem Social sempre que identificarem pessoas em situação de rua, pelo número (48) 99951-2146. “As abordagens no bairro Pinheirinho acontecem diariamente, na primeira hora da manhã, e permanecem nessa região ao longo do dia”, finalizou.

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