Trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina aprovam possibilidade de greve
Descontentamento
Os profissionais reivindicam a Convenção Coletiva de Trabalho

Os trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) de Criciúma aprovaram em assembleia na manhã desta quinta-feira, dia 9, a possibilidade de greve. Os profissionais reivindicam a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), referente ao repasse do complemento do piso salarial dos técnicos de enfermagem.
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde) informou que a greve ainda não tem data definida e encaminhou um documento ao Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), gestor da unidade hospitalar, buscando o diálogo e uma solução que evite a paralisação.
Para o presidente do Sindisaúde, Cléber Ricardo da Silva Cândido, a CCT da categoria prevê que os reajustes dos técnicos de enfermagem devem ser pagos separadamente, como abono, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida definitivamente sobre o piso da enfermagem.
“Qualquer valor inserido no salário base reduz o complemento pago pelo governo federal. O piso nacional é de R$ 3.325,00, mas como houve reajuste na negociação coletiva de março deste ano, se esse reajuste for incorporado ao salário base, o repasse diminui. E foi isso que ocorreu no Hospital Santa Catarina, ou seja, o valor do complemento caiu de R$ 827 para R$ 525, gerando um prejuízo de quase R$ 300 por mês para os trabalhadores”, explicou o presidente. O Ideas ainda não se manifestou sobre o caso e o espaço segue aberto.



