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Trabalhadores do Samu entram em estado de greve; decisão final ficou para a próxima semana

Após assembleia

Funcionários cobram da OZZ o pagamento do 13° salário, entre outros benefícios atrasados

Por Thiago Hockmüller18 de dezembro de 2020 2 min de leitura
Divulgação

Alegando atrasos no pagamento do 13° salário, férias e defasagem de reajuste salarial, trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) entraram em estado de greve após a realização de assembleia na manhã desta sexta-feira, dia 18, no Parque das Nações.

A decisão final ficou para o início da próxima semana, quando serão concluídas as assembleias das demais regionais. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cléber Ricardo da Silva Cândido, a previsão é que os serviços sejam paralisados no estado até que a empresa resolva as pendências.

“É um indicativo, apesar de ter resistência pela atual conjuntura da pandemia. Vai depender muito da decisão dos médicos, que daí é outra representatividade. Estamos em estado de greve e podemos parar a qualquer momento”, explica.

Somente no Sul do Estado, contando as regiões Carbonífera, Amurel e Amesc, são 175 trabalhadores do Samu, que é gerido pela OZZ Saúde. Em Santa Catarina são cerca de mil funcionários e a estimativa de valor devido pela gestora, somente com 13°, é de R$ 3 milhões.

“A justificativa é que o contrato é deficitário e não supre as necessidades de manutenção. Eles vêm tentando negociar com o Estado, mas sem êxito. Só que renovaram com o Samu por mais um ano e assumiram o serviço aeromédico. Isso não tem muito nexo”, questiona o diretor sindical.

O Sindisaúde responde por socorristas, enfermeiros e radioperadores do Samu. Já os médicos são representados pelo Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul).

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